Bom, tem cerca de 1 mês, 45 dias (um pouco antes do episódio da escola de dança) que aconteceu o episódio que até hoje considero o "segundo grande susto" desde que minha trajetória com a doença do Pedrinho começou.
Era uma segunda feira (este semestre eu trabalho às segundas, quartas e sábados) e eu aproveitei o intervalo entre uma aula e outra para dar uma ligadinha pra escola (nessas horas eu acho que alguém vem e "sopra" as coisas no meu ouvido, pq foi MUITA coinciência mesmo) a fim de pedir que mandassem mais uma blusa do uniforme pq o Pedro só tinha 2 e com o tempo esfriando, as blusas demoram mais a secar.
Assim que atenderam, a secretária já me disse:"Que bom que vc ligou, a Lucimar (professora E coordenadora - ela acumula funções) está louca querendo falar contigo." Pronto. Gelei. CLARO que não seria nada positivo, em se tratando do binômio PEDRO-ESCOLA, sempre vinha bomba quando queriam falar comigo. E, claro, era coisa ruim mesmo (como eu queria que meu sexto sentido fosse errado nestas horas!). O Pedro tinha tido um surto na escola, a professora foi tentar contê-lo e ele primeiro quis se jogar da janela da sala (já havia cortado a rede de proteção) e depois, rolar a escada da escola. A professora o segurou e foi alvo de chutes, socos e muitas outras agressões (assim como eu e o pai tb sofremos). Ficou com medo de segurar com mais força e marcá-lo. Pediu que eu fosse buscá-lo imediatamente. CLARO que na hora me lembrei da conversa com o pessoal da outra escola no dia da expulsão dele. Fiquei com cara de idiota segurando o telefone e só dizia:"Mas ele está medicado..." Devo ter repetido aquilo umas 5 vezes atpe entender que de nada adiantava a medicação, que ele teve o surto assim mesmo e que eu como mãe tinha que dar uma solução pra mulher do outro lado da linha.
Algum outro anjo deve ter soprado uma lufada de calma no meu coração e consegui pedir que ela o enviasse então junto da Silvinha (que sairia em 15 minutos), pq eu estava longe e nao dava pra ir lá naquele exato momento (nunca peço ajuda pro meu marido, pq ele NUNCA etá disponível, mas isso tb é outra história).
Lá no trabalho, minha aluna me viu e percebeu algo errado, eu estava branca como um fantasma e tremia como vara verde. Ela, mais um anjo na minha vida, me acalmou e conseguiu me colocar nos eixos pra seguir trabalhando.
A moça que faz o transporte deles, outro anjo (É, Deus tem sido porreta, me cercando de gente maravilhosa!), chegou na escola, viu o caos instalado e entrou para acalmar o Pedro e aí sim, veio aquela calmaria após o surto. Ele entrou no carro e dormiu.
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