terça-feira, 26 de março de 2013

Dicas Importantes


segunda-feira, 25 de março de 2013

Anjos do Senhor

Ontem foi a primeira (espero eu, de muitas) visitas da Bárbara à nossa casa. Nada programado. A princípio iríamos todos ao cinema, mas Silvinha amanheceu indisposta, vomitando, e tive que cancelar o passeio. No finzinho da tarde a mãe da Bárbara me liga perguntando se poderia passar aqui pra Bárbara dar um beijo no Pedro. Como assim, "passar aqui"??? Queria era proporcionar à esta duplinha um encontro de verdade!!! Nada de passar, vamos entrar e brincar!
E assim foi feito! Pedro, Silvinha e Bárbara brincaram juntos, se divertiram, se abraçaram, se beijaram, se entenderam muitíssimo bem. Em NENHUM momento vi meu filho ter nenhuma atitude brusca ou violenta com a amiga. Me emocionei ao extremo vendo esta menininha tão especial e mágica beijar e abraçar meu filho espontaneamente, querendo que ele ficasse ao lado dela o tempo todo e demonstrando um carinho e amor jamais vistos por mim nos olhos de outra criança em relação ao Pedro. Parece uma coisa tão banal pros pais de crianças ditas "normais", mas no meu universo, pouquíssimas são as crianças que aceitam os carinhos do meu filho sem se encolher; meninas então, quase nenhuma (acho que só a Belle da Denise e a Sophia da Val é que nunca tiveram medo do Pedro). É normal as crianças se encolherem ou correrem do ímpeto dele. Vendo a Bárbara tão à vontade e feliz com ele, chorei, embarguei a voz e troquei olhares com a mãe dela que só nós duas entendemos...
Foram horas inesquecíveis, divertidas, encantadas. Minha filha se aproximou mais desta coleguinha de turma tão especial e eu pude testemunhar o nascimento de uma amizade genuína, pura, forte.
O cinema??? Vamos sim, claro! Afinal ontem foi só o primeiro dia do resto da vidinha destes 3 amigos!


quarta-feira, 20 de março de 2013

Aparecida, minha mãe, obrigada!

Recentemente estivemos em SP. Foi uma farra, visitamos amigas queridas, fizemos passeios culturais, fotografamos uma festa, foi uma viagem inesquecível. Mas na volta eu fiz questão de pararmos em Aparecida. Chovia torrencialmente, estava de noite, frio e deserto. Mas eu TINHA que ir vê-la. TINHA que agradecer de pertinho Sua ajuda e Seu poder incomensuráveis.
Engraçado que muita gente vive reclamando que Deus não faz, que Deus isso, que Deus aquilo. Dizem que pedem, pedem, pedem e Deus não dá. Mas esquecem de duas coisinhas: primeiro que o tempo Dele é diferente do nosso. E, principalmente, esquecem de agradecer quando são atendidos. Pedir é fácil, na hora de agradecer, sofrem de amnésia.
Pois fomos agradecer. Não me canso de agradecer pela via da minha filha. Por minha gravidez ter ido até o fim tranquilamente, por minha filha ter se curado do seu problema cardíaco de nascimento. Agradecer por ter encontrado uma escola que acolheu meu filho depois de pularmos em tantos galhos por aí. Agradecer pq eu tenho onde morar, o que comer, um trabalho que me dá muita satisfação. Agradecer pelos amigos, pela família e por ter tido um dia um pai e uma mãe tão especiais.
Após uma semana de escola, meu pequeno segue se adaptando ainda, mas produzindo bem, deixando a professora cada dia mais admirada com sua capacidade e certa de que seu problema social nada afeta sua capacidade cognitiva. Ela está fazendo uma revisão da alfabetização, que ficou um pouco frouxa, pois no meio do ano ele saiu de uma escola e foi pra outra. Estou me animando bastante e creio que, finalmente, meu pequeno encontrou seu cantinho no mundo.
Tenho ou não motivos suficientes pra agradecer, sempre?
Mercado Municipal de SP

Basilica de Aparecida

sexta-feira, 8 de março de 2013

Luz no Fim do Túnel

Há dois dias, no auge do meu desespero, sentei-me à mesa da cozinha e chorei copiosamente. Me sentia perdida, desestruturada, desamparada e impotente. Em meio às lágrimas, elevei meus olhos aos céus e tive uma conversa muito séria com Ele. Pedi ajuda, pois àquela altura só Ele mesmo resolveria a situação.
Hoje cedo meu filho teve sala de recursos na escola 5 de Julho e, como sempre, o Carlos foi levá-lo. Chegando lá avisaram que teria uma reunião com o pessoal do IHA, a diretora e a coordenadora da escola às 8:30. Nós NADA sabíamos pq a pessoa da 5ª cre que ligou avisando da reunião, não me encontrou em casa, não deixou recado e tampouco ligou no meu celular. Detalhe: esta ligação foi há dois dias. Horas depois de meu apelo desesperado para Nosso Pai Maior.
O Carlos voltou correndo pra casa pra me avisar. Juro que nunca saberei como eu e Silvinha (sim, ela tinha que ir, quem ficaria com ela aqui?) nos arrumamos e tomamos café tão rápido (tá, eu só tomei um copo d'água) pra estar lá de volta na reunião.
Pra meu espanto total, o Carlos ficou lá, sem eu pedir!!!! Ficou na reunião toda, ligou pro trabalho avisando que ia chegar mais tarde, participou da reunião comigo. Nossa, me senti menos abandonada e adorei a atitude dele, ainda mais sabendo que a taxa de abandono da familia por parte dos pais é enorme em casos de um problema destes. É, nestas horas eu tenho certeza de que escolhi direitinho. Ele faz coisas erradas, como qq um, mas tb faz certas, muitas mais.
A resumo da ópera: transferiram o Pedro pruma outra escola, chamada Frei Leandro, numa turma especial, de crianças com TGD mesmo, onde farão um trabalho mais individualizado, primeiro de socialização mesmo. Ele precisa primeiro aprender as regras escolares, gostar da escola enquanto instituição e, pouco a pouco, ser novamente inserido num contexto dito normal.
Fomos visitar a escola, é pertinho da outra, levamos o termo de transferência e a diretora marcos com a professora da sala de TGD de eu voltar à tarde para fazer uma entrevista e finalmente marcar o início dele lá.
Mais uma vez, meu Deus me mostrou o tamanho de Seu amor. Desculpem se ando muito espiritualizada ultimamente, mas Ele é muito porreta!



Luz Divina

Roberto Carlos

Luz que me ilumina o caminho e que me ajuda a seguir
Sol que brilha à noite e a qualquer hora Me fazendo sorrir
Claridade, fonte de amor que me acalma e seduz
Essa luz ,
Só pode ser Jesus
Essa luz
Raio duradouro que orienta O navegante perdido
Força dos humildes, dos aflitos Paz dos arrependidos
Brilho das estrelas do universo O seu olhar me conduz
Essa luz
É claro que é Jesus
Essa luz
Sigo em paz no caminho da vida porque
O caminho a verdade a vida é você
Por isso eu te sigo, Jesus meu amigo
Quero caminhar do seu lado E segurar sua mão
Mão que me abençoa e me perdoa E afaga o meu coração
Estrela que nos guia luz divina O seu amor nos conduz
Essa luz
É claro que é Jesus


quinta-feira, 7 de março de 2013

Pause

Sinto que minha vida está em pausa. Me sinto de pés e mãos atados à espera de uma solução pro caso do meu filho.
 Ligo pra 5ª CRE que não me oferece solução e me manda esperar uma posição deles e do IHA. Dizem que a diretora da escola lá esteve após minha denúncia e que diz não saber do caso. Será que não sabe mesmo? Parece que sou uma doida que inventou uma história mirabolante, com detalhes, pq até um nome e endereço de uma escola especial do município eu tenho. Nossa, hein? Não sabia que era uma pessoa tão criativa assim! Tô surpresa comigo...
De qualquer maneira, vou mantê-lo na sala de recursos até esta situação se resolver, pq assim ele não fica sem ir lá e pára de chorar toda vez que a irmã sai pra escola. Meu pequeno quer muito pertencer a qq escola, ser igual ao resto das crianças.
Não vou mais procurar nenhuma outra escola, TODAS as particulares que busquei me deram a mesma resposta: "não temos mais vagas de inclusão"... É melhor esperar do que escolher qq uma atabalhoadamente e depois dar novamente com os burros n'água.


quarta-feira, 6 de março de 2013

No Limbo

Segundo o dicionário, LIMBO significa "Lugar intermediário entre o céu e o inferno onde, sem a felicidade celeste, nem as penas infernais" (http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=limbo). Pois bem, é lá que me encontro agora. Tudo suspenso, sem nenhuma solução de nenhum lado.
Ontem, após dar tantos e tantos murros em pontas de facas afiadíssimas, resolvi começar a buscar pelo outro lado: escolas voltadas às crianças especiais propriamente ditas. Com dois endereços debaixo do braço, parti com a avó do Pedro para conhecer estas escolas. 
Ambas com o mesmíssimo perfil: crianças de alma, mas não de corpo, adultos e adolescentes seriamente comprometidos em suas desordens, muitos sem falar nada... Na segunda apenas ao olhar pro meu filho já disseram: "Ele é muito inteiro pra estar aqui, não corresponde ao nosso tipo de aluno".
Resumindo: para as escolas especiais, meu filho é extremamente normal pros padrões deles. Enquanto isso, as escolas normais o consideram um caso perdido e especial demais pros padrões deles tb. Ou seja: estamos vivendo num limbo onde meu filho não se encaixa em lugar algum.
Reiniciamos a busca por escolas ditas inclusivas e já estou vendo o pesadelo todo se reiniciando...