sábado, 31 de dezembro de 2011

QUE VENHA 2012!


Obrigada a todos que estiveram comigo em 2011 e me apoiaram, seguraram minha mão e compartilharam angústias, mas tb os momentos de vitória.
Vamos deixar o 2012 despertar dentro de nós!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - O Ano Que Me Fez Chorar Muito

Bom, vamos lá,começando com as coisas ruins, para que as melhores as suplantem:

*  A pior de todas, sem dúvida foi a expulsão do Pedro da escola
*  A difícil decisão de abandonar meu trabalho de durante a semana para dar mais atenção ao Pedro
*  Minha secretária descobrir que seu câncer não se curou, após 2 anos e meio de tratamento radioterápico e quimioterápico
*  Uma briga horrenda com meu irmão adorado por causa deste blog
*  Perder um primo querido e uma tia amada, quase que um atrás do outro
*  Saber que a escola onde eu trabalhava iria fechar suas portas de vez...
*  Saber que havia uma grande vontade dos superiores da escola nova do Pedro em reprová-lo
*  Meu marido ter trabalhado no Rock in Rio e ter me deixado sozinha em casa

Coisas Boas
*  A primeiríssima foi a aprovação do Pedro, indo contra todos os prognósticos
*  Ir pela primeira vez a um Orkontro em São Paulo e conhecer muitas amigas que até então eram apenas virtuais
*  Voltar a dançar após tantos e tantos anos e me superar a cada dia
*  Voltar a me apresentar num palco, aquela coisa toda maravilhosa dos ensaios!
*  Conhecer MUITA gente nova e adorar este pessoal que entrou na minha vida!
*  Entender, afinal das contas, que a palavra FAMÍLIA não se resume ao sangue e na noite de Natal senti isso muito intensamente.
*  Receber um encontro MAV na minha casinha
*  Aumentar minha família de peludinhos com a chegada do Bob, da Nêga e da Brida

Bobby, Nêga e Brida

Indo pro ensaio do espetáculo

De Saco Cheio

Bom, como este é o cantinho que uso pra desabafar e quem lê sabe que é especial, pessoas ESCOLHIDAS para terem acesso ao que escrevo, posso mandar ver.
Tô de saco muito cheio. Tô de saco cheio de indiretas de como estou "estressadinha", de como preciso "me tratar", de como sou "nervosinha" e otras cositas más.... PORRA (desculpem, mas não arrumei expressão melhor), é a MINHA VIDA. É muito, muito fácil falar, criticar, pentelhar e mandar indiretas. É muito fácil torrar meu saco, mas ninguém, ninguém vive minha vida. Ninguém está dentro da minha casa 24h por dia pra ver tudo o que rola.
Quando chegamos numa ocasião social e o Pedro apronta alguma, aquilo é a gota d'água de um processo que começou lá atrás, em casa ainda. É a ponta de um iceberg imenso, de uma manhã ou tarde exaustiva, de muito trabalho para acalmá-lo, fazê-lo obedecer, entender REGRAS dentro de uma casa, pois é em casa que o processo de socialização começa. Se ele não começar a seguir as REGRAS aqui dentro, jamais aprenderá que elas existem em qq lugar que vá e isso é um aprendizado mais que importante no processo de estabilização dele.
Quando o seguro pelo pescoço, estou simplesmente contendo-o e mantendo-o fora do raio de ação de chutes, coices, cusparadas e socos, tão comuns quando ele se altera. É realmente MUITO fácil chegar e dizer baboseiras, tipo:"O que vc posta na internet é absurdo!" Me desculpem, mas absurdo é perturbar sem tentar entender, absurdo é pentelhar sem ajudar. Este povo todo que critica, que põe o dedo no meio da minha cara apontando erros, jamais, jamais, jamais se ofereceu para ficar com meu filho uma tarde que seja. Nenhum deles tem coragem de ficar com ele, pq sabe que ele é uma caixinha de surpresas. Ao mesmo tempo que é dócil, gentil e lindinho, a qq momento pode se tornar incontrolável e agressivo.
Desculpem vocês que me dão mais força, que QUALQUER OUTRA PESSOA, por terem que ler isso. Mas aqui acaba sendo o MEU CANTINHO, o meu lugar de colocar tudo pra fora, o lugar de encontrar gente que realmente se importa. Quem, mesmo de longe, está mais perto que qq pessoa do meu chamado "mundo real." Quem segura muito mais minha mão e enxuga muito mais minhas lágrimas que os do "mundo real".
E sabe o que mais? FODAM-SE todos que me magoaram.

"WHAT DOESN'T KILL ME, MAKES ME STRONGER " (o que não me mata, me fortalece)

E um brinde a quem merece:

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

We Are The Champions!

Pois é. Papai Noel passou mais cedo aqui e me deixou um belíssimo presente, aliás o presente mais maravilhoso que já ganhei na minha vida!
Fui à escola buscar o resultado, pronta pra escutar que ele estava na recuperação de algumas matérias. Mas não é que meu pequeno passou direto, por mérito próprio? E ninguém pôde fazer nada contra ele, não houve como reprová-lo já que ele conseguiu chegar lá sozinho. Já saí da escola chorando e agradecendo muito a Deus por tudo, por ter feito justiça.
Após um fim de semana maravilhoso, onde eu fui muito feliz nas apresentações de ballet, me sentindo vencedora, após tanta gente me falar que eu estava velha demais pra voltar à dança, me sinto vencedora novamente com meu pequeno.

Tá aí pra calar a boca de quem me chamou de velha e ridícula por querer dançar aos 43 anos!

No time for loosers ´cause WE are the champions of the world!


Deixo pra vocês o vídeo do Queen (que eu tanto adoro tb) com a música "We Are The Champions" e tb a letra dela, representação exata de meus sentimentos:

http://www.youtube.com/watch?v=iJLJHaxQIg4



We Are The Champions

Queen

I've paid my dues
Time after time
I've done my sentence
But committed no crime
And bad mistakes
I've made a few
I've had my share of sand
Kicked in my face
But I've come through
And we mean I to go on and on and on and on
We are the champions, my friends
And we'll keep on fighting
'Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions of the world
I've taken my bows
And my curtain calls
You brought me fame and fortune
And everything that goes with it
I thank you all
But it's been no bed of roses
No pleasure cruise
I consider it a challenge before
The whole human race
And I ain't gonna lose
And we mean I to go on and on and on and on
We are the champions, my friends
And we'll keep on fighting
'Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions of the world
We are the champions, my friends
And we'll keep on fighting
'Till the end
We are the champions
We are the champions
No time for losers
'Cause we are the champions

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

E o fim do ano se aproxima!

Tá todo mundo sabe disso -dã! Mas estou falando do ano letivo, claro! Ontem meu pequeno deu uma tremenda vacilada na escola, vacilada das boas! A professora o chamou para terminar a prova de português e o garoto brigou, gritou , urrou, chutou e não fez nada. A mulher me pediu mil desculpas, explicou que há uma semana ele vinha fazendo isso, só com a prova de português. Disse que ele havia gabaritado quase todas as outras e que sabia que ele sabia a matéria, mas se recusava a fazer a prova. Fazer o quê? Deixar como estava e tascar recuperação nele, mesmo sabendo que no fim ele passa. Voltei pra casa p. da vida com ele e ele passou atarde toda de castigo. me pediu milhões de desculpas, sabia exatamente o que havia rolado, tinha total percepção de seu erro, da besteira que fez. Depois do gelo que dei nele a tarde toda e do turbilhão de desculpas, tenho certeza de duas coisas: primeiro que o castigo e o "gelo" deram muito mais certo do que qq agressão física, doeram muito mais pra ele; e depois que ele, pelo menos nos próximos anos, vai pensar duas vezes antes de fazer a mesma coisa na escola. Senti nos olhinhos dele o quanto ficou mexido com minha atitude e o quanto entendeu profundamente o erro.
Mas vamos que vamos! Eu já disse e repito: eu sou de bambu! Balanço mas não caio!!
E, só pra desanuviar, vamos à minha personagem, meu alter ego, Kyra Xanadu:

http://www.youtube.com/user/analugusmao?feature=mhee#p/a/u/0/Q8pENdNaj8w


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mais uma decepção...

Ontem foi um dia muito frustrante e decepcionante pra mim, pro pedro e pro Carlos.
Semana passada o professor de taekwondo dele disse que ontem (06/12) ele ganharia a primeira faixa (o quimono é fechado e a primeira faixa só vem por merecimento).
Pois bem, eu lavei o quimono, passei, levei numa capa de terno, penduradinho no cabide para não sujar nem amassar; esta brilhando de branquinho e lindo. O Carlos saiu mais cedo do trabalho para assistir a cerimônia de entrega da faixa.
Eis que, desde o começo da aula, tinha um molequinho de 4 anos perturbando o Pedro, debochando, incomodando, pentelhando mesmo. Eu assisti a tudo e nada fiz, pq acho que nessas coisas não tenho que me meter. Pois bem, no meio da aula, o Pedro foi lá e deu um socão no moleque (vejam bem, não que eu ache certo o que o pedro fez, mas não estava carregando a culpa sozinho na situação). Como a agressão física do Pedro, foi mais óbvia que a verbal do garoto, o professor correu pra socorrer o moleque e virou em alto e bom som, na frente de todos, gritando com o pedro:" Hoje vc não vai ganhar faixa alguma e nem este ano mais." O pedro saiu tirando a parte de cima do uniforme e querendo sair dali. Apenas o tirei e mais uma vez, não me meti. mas percebi meu filho humilhado na frente de todos, diminuído. O professor tinha todo o direito de não querer dar porra nenhuma pra ele, mas poderia ter mais tato. principalmente pq ele está de posse de um laudo da psicóloga e um da psiquiatra explicando todas as nuances da doença.
Hoje, para coroar tudo, levo o pedro cedo pra fazer prova de segunda chamada, conforme estava estipulado na agenda e descubro que havia uma errata sobre aquele horário; errata esta que circulou no primeiro semestre e, como não estávamos lá, nada sabíamos. Me senti uma perfeita idiota. A secretária contornou a situação e a professora da manhã aplicou a prova. A diretora chegou, falou da tal errata e até riu pq eu não havia recebido pq não estava lá ainda na época que a dita cuja foi emitida...
Sinceramente, estou cada dia mais decepcionada com a escola. Claro, mais uma vez, comparada com as outras, é melhor, tem mais condições de atendê-lo, mas não correspondeu nem de perto ás minhas expectativas. Quando falo pras pessoas que prefiro ser pessimista e sempre esperar o pior, é justamente para situações assim. Se espero o pior, qq coisa que vier, é lucro. Se sou otimista (como no caso desta escola), coloco as expectativas lá em cima e me frusto sempre mo final.
Seja qual for o resultado que pegarei segunda-feira, de qq maneira o ano foi frustrante demais. Mais uma vez repito: não vejo a hora deste maldito 2011 acabar. Nunca quis tanto chegar ao ano seguinte como desta vez.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Tapa da Cara

Calma, este post não é sobre violência! É que me aconteceu uma situação que foi um tapão de realidade na minha cara; aliás este post tb poderia ter o nome de Choque de Realidade.
Ontem, domingo (04/12/2011), fui com a Silvinha e a Jô assistir a apresentação de dança de duas amigas, donas de uma loja de artigos de dança. É de uma outra academia, no Valqueire tb. Enfim, ao chegar lá, não tinha a mínima idéia do que me esperava, das emoções que a vida estava preparando pra mim.
Estava lá eu assistindo ao bloco das crianças (a academia separa crianças de adultos) e me divertindo, achando tudo uma fofura. Logo no começo, teve uma turma de fadinhas e uma das meninas era down, tal qual um amiguinho meu da academia, já adulto porém. Eis que, ao som de uma das músicas mais lindas que conheço (clip abaixo), cujo nome me é desconhecido (aceito ajuda de vocês nessa questão), entra no palco uma turma especial. Havia uma menina numa cadeira de rodas, lindamente vestida de bailarina, um menino com paralisia cerebral e um menino down. E havia duas bailarinas não especiais para conduzi-los. Simplesmente a coisa mais emocionante, mais tocante, mais linda dos últimos tempos. E foi um tapão na minha cara; uma maneira de Deus me dizer "Tá vendo, tem gente com filhos mais especiais de você, que requerem mais cuidados que o teu e você ainda reclama e se lamenta...". E naquele momento, minha vontade era de subir naquele palco e abraçar cada uma daquelas pessoas, de abraçar cada uma daquelas mães, de abraçar as professoras deles, os dirigentes da academia. E, acima de tudo, queria abraçar meu filho. Pedi muito perdão a Deus por todas as vezes que reclamei do Pedro, por estar preocupada com um problema tão idiota e banal quanto uma reprovação na escola, enquanto tanta gente tem problemas maiores que os meus, cruzes maiores que a minha e sabem levar a vida felizes com os filhos do jeito que Deus deu para eles.

A foto não ficou nítida pq estava com minha maquina comum e não podia usar flash
Eu, Jô (minha professora de ballet e jazz) e Silvinha - é neste teatro que nos apresentaremos sábado e domingo que vem.



sábado, 3 de dezembro de 2011

Desculpas e satisfações

Gostaria de começar o post pedindo desculpas às leitoras daqui. Estive muito malcriada no post anterior. Cuspi fogo e marimbondos em cima de vocês. Despejei tudo que estava bem no meio da minha garganta me incomodando há semanas. A sensação que tinha era de que se eu não escrevesse aquilo, eu ia me envenenar com a tristeza, a raiva e a angústia que estavam tomando conta de mim.
Eu podia ter sido mais educada e menos agressiva, mas escrevi com o coração, não com a cabeça. Sempre fui muito mais emocional do que racional, sempre fui mais coração que cérebro. E saí escrevendo com uma fúria incontida, uma raiva imensa, despejando tudo no teclado.
E aquilo me acalmou muito, me ajudou a voltar a mim, a procurar o pouco de razão que eu ainda tinha. Despejando aquilo tudo, eu desintoxiquei tudo de ruim que me incomodava.
Na sexta o Carlos (sim, ele!! - adoooorei ele finalmente querer participar!) falou com a coordenadora da escola e ela garantiu que as duas notas (ótimas) que ele trouxe do primeiro e do segundo bimestres da outra escola seriam usadas como notas do primeiro e segundo trimestres da escola atual. Ou seja: não tem como ele ter notas abaixo da média se estas notas serão aproveitadas. Isso me acalmou e muito o coração.
Mas mesmo assim, ficarei com o dito cujo na mão aos pulos até a reunião de pais no dia 12/12...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Preconceito X Entendimento

Estava buscando sites de ajuda a famílias de pacientes com doenças/ transtornos psiquiátricos. Achei um artigo muito interessante (que segue lá embaixo) e bateu com o que noutro dia ouvi da psiquiatra do Pedro: as pessoas tem sim, muito preconceito em relação aos doentes psiquiátricos. Se vc vai ao cardiologista e fala que tem um sério problema cardíaco, as pessoas entendem e são solidárias com vc. Mas se vc vai ao psiquiatra e diz que é bipolar, tem TDAH ou qq outra doença de origem mental/ psiquiátrica, pronto! isso gera preconceito, medo e distanciamento. E é verdade pura. Só quem está no mesmo barco, só quem tem um filho, parente, amigo sofrendo de qq desordem de origem mental, seja ela qual for, gravíssima e perceptivel ou leve e que passa quase desapercebida, já gera estranhamento e, por mais que se diga o contrário, preconceito sim.
Nestas estradas da vida, eu encontrei pessoas muito bondosas e compreensivas, mas também pessoas que rotularam meu filho até de anormal e retardado (no sentido pejorativo mesmo da palavra). Isso sem saber que ele tem um QI acima da média, que tem uma imensa tendência a compreender ciências perfeitamente, gabaritando as provas desta matéria. Isso sem saber que ele pode te dar uma aula sobre dinossauros e que pode conversar como um adulto, usando expressões bem elaboradas e nada adequadas à uma criança de 7 anos... E isso sem perceber que, nos momentos em que está normal, sem a doença se manifestar, é uma menino adorável, amável e muito atencioso com todos. A rotulação à primeira vista é sempre errônea e me dói sempre também.
A escola dele, travestida sob o véu da "inclusão", está, de uma maneira sutil, rotulando-o e tentando forçar uma barra imensa neste fator da reprovação (jamais usarei os eufemismos "retenção" ou "promoção" - é reprovação e aprovação SIM). Minha opinião, a do pai e a da médica e psic[ologa que tratam dele não está sendo levada em consideração. Não vi um boletim sequer dele; não me explicaram como as ótimas notas que trouxe da outra escola foram ou serão utilizadas. A impressão que tenho é de que as manipularão de modo que as contas finais sejam pertinentes à vontade deles de reprová-lo a todo e qualquer custo. estou me sentindo acuada, o Carlos está se sentindo muito traído. Está chateado pq nas ocasiões em que foi requisitado, como essencial presença, deixou de trabalhar a manhã inteira (coisa que jamais é bem vista pelo chefe) para estar lá escutando todas as proposições e pontos de vista deles. E agora, estamos à deriva, sem informações, sem satisfação alguma por parte deles. jogaram a bomba da reprovação em nosso colo e praticamente disseram: "Se vira!".
A inclusão é muito linda e comovente na teoria. No papel, não existe. Eu achava que esta escola era diferente, seria um local onde ele seria mais bem compreendido, mais bem visto. mas não é bem assim. Tem sim, imensas vantagens sobre as outras, tem o suporte da psicóloga, tem uma diretora ativa, uma coordenadora ativa e carinhosa demais, tem secretárias gentis e que o tratam com carinho. tem "tias" bacanas. Mas cada machucado do meu filho é visto como uma agressão dentro da casa. Ando como um detetive atrás dele, monitorando cada machucado que aparece. Até pegá-lo pelo braço ou pela mão para atravessar a rua tem sido um problema: como segurá-lo firme se posso deixar marcas e ele aparecer com elas na escola? Como contê-lo num surto sem segurá-lo com força? isso sem contar as topadas e marcas das brincadeiras. Afinal ele só tem 7 anos, é hiperativo e brinca como qualquer criança de 7 anos. Está sendo um stress danado. A cada roxo que aparece, lá vou eu me explicar na escola, antes deles chegarem á alguma conclusão errônea. Minhas unhas, que tanto gosto de cultivar, vivem curtinhas, pois qualquer arranhão pode ser interpretado como agressão.
Este fim de ano está sendo absurdamente estressante. O ano de 2011 é um ano que quero riscar do meu calendário como um dos piores dos meus 43 anos. Acho que as únicas coisas que o fizeram valer a pena foram meu emagre3cimento e meu ballet. O resto, é pra ser deletado.

http://www.artigonal.com/psicologiaauto-ajuda-artigos/o-estigma-da-doenca-mental-para-pacientesfamilia-e-a-sociedade-948903.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Olhar 43

O COMEÇO DE TUDO; SEM ELES EU NÃO ESTARIA AQUI AGORA...
Hoje é meu aniversário. 43 anos. É engraçado como minha identidade e o relógio me dizem insistentemente que o tempo passou, que eu sou uma "senhora" e dentro de mim eu simplesmente me recuso a admitir e, principalmente sentir, isso. As rugas estão começando a rasgar o canto dos meus olhos e minha testa também. os cabelos brancos há muito tempo já habitam minha cabeça. Já não tenho muito pique pra muita coisa. Mas meu brilho nos olhos diante de coisas que me encantem, coisas que me emocionam, este, continua o mesmo de 30 anos atrás.
Guardo no corpo as marcas do tempo que passou, na alma as feridas e cicatrizes de muita desilusão e tristeza. mas também estrelas dos momentos bons e inesquecíveis. Guardo a dor das duas maiores perdas, a morte de meus pais queridos, tão prematuramente... Mas Deus me recompensou me dando os dois maiores presentes da minha vida, meus filhos Pedro e Sílvia (coincidência ele chegar primeiro, tão igual à mamãe -  que se foi primeiro; e ela chegar depois, do mesmo signo e personalidade do papai - que se foi depois?).
Guardo no coração muitos amigos queridos demais. Amigos que vejo todo dia, amigos com quem falo todo dia, amigos com quem me comunico todo dia. Amigos que não vejo sempre, mas que amo igualmente pq amizade não se mede, se sente intensamente. Amigos que vieram, me encantaram e despareceram na poeira da estrada da vida. Amigos que vieram, desapareceram por anos e a tecnologia fez com que retornassem. Tecnologia esta que me deu muitos amigos maravilhosos. Amigos de uma vida todinha, que cresceram comigo, seguindo por anos a fio minha trajetória. Amigos recentes, que já conheceram minha fase adulta. Amigos jovens, amigos da minha idade, amigos da terceira idade. Amigos, tão somente amigos.
Guardo um coração cheio de cicatrizes de amores não correspondidos, de beijos que deixaram de ser dados, de noites de amor tão somente imaginadas, de amores impossíveis e almas que só se encontrarão definitivamente numa outra encarnação. nesta não tinha que ser. Mas também trago comigo um amor que acalmou meu coração, um homem que eu amo com todas as minhas forças e que parece não entender o tamanho de sua importância em minha existência. Um homem que tem sido meu companheiro, meu amigo, meu pai, meu amante, meu tudo. Um homem que me deu os maiores presentes que alguém pode dar a outra pessoa: me deu uma fampilia. Transformou uma garota mimada e perdida em uma mãe.
Tenho uma família linda dentro de casa e uma também linda fora dos muros da casinha laranja. Posso não ter mais meus pais, mas ironicamente, a perda deles me aproximou da minha familia, me trouxe à convivência primos e tios que andavam maio afastados. Repassei um amor imenso pelos meus pais aos meus irmãos e cunhada, minha irmã de alma; aos meus sobrinhos de sangue. São adultos, mas pra mim sempre serão as crianças lindas que me transformaram em tia! Ganhei também, brinde do casamento, uma outra família inteirinha, tantos outros tios e primos e sobrinhos que igualmente amo e que, igualmente, mesmo sem terem meu sangue, tem meu coração.
E, aos 43 anos, descobri o quanto ainda sou capaz ao (re)descobrir a dança, um amor imenso que vem ocupando meu coração!
E acabo de perceber que, escrevendo entre muitas lágrimas, pela primeira vez não falei de problemas, tão somente falei e desabafei e me entreguei. Seguem, pois, algumas fotos dos representantes das minhas pessoas queridas. Os da família de sangue, da família do coração, dos amigos antigos, dos recentes. Dos meus filhos  do meu amor.
Ana Lúcia de Gusmão de Lima e Silva - esta sou eu aos 43 anos!

Amigos antigos

Pra sempre será meu bebê Matheus

Amor da minha vida

Pra sempre pequenina, minha Dadá

Amigo de uma vida toda

Família do coração

Família do coração


Amigas que a internet me presenteou

Irmãos  amados

Irmãos e sobrinho

Ballet - amigos novos e minha paixão

Princesa da mamãe

Meu Príncipe amado

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Nóis Tropeça Mas Num Cai!

Não vou ficar aqui me lamentando. Chega, chega, chega... Tivemos dois dias de tropeços, mas nada que não tivesse sido prontamente detectado e contornado, graças a Deus.
Seguindo aquela idéia da tentativa/erro/acerto, mais uma vez tentamos re-inserir a Ritalina e, mais uma vez, deu errado. Ao invés de ficar me lamentando pq tivemos este tropeço, estou feliz pq, devido à percepção que estou tendo em relação ao tratamento, á minha observação cada vez mais apurada das reações de meu pequeno, logo vi que ele ficou MUITO agitado quando tentei no primeiro dia; metade de um comprimido teve resultados tissunâmicos na escola. Muita agressividade, agitação, ataques à professora, coisa que saiu totalmente do contexto do que vinha acontecendo até então.
Ontem, como ele ficaria em casa devido á um problema de luz que tivemos e que nos fez ficar plantados o dia inteiro sem sair à espera da Light, resolvi dar um comprimido inteiro e observar a reação dele. Simplesmente um surto avassalador, uma reação imensamente oposta à esperada do medicamento, mas completamente esperada devido ás outras vezes. Ele ME atacou, punhos em riste, do nada. Eu saía do banheiro e lá veio ele, como uma bala, do quarto dele, com uma fúria imensa exalando pelos olhos, gritando coisas totalmente incompreensíveis, me acusando sei lá do quê. Claro que o segurei, ele se debateu, gritou, ficou vermelho como um pimentão, urrava e urrava e urrava e me chutava e tentava me morder. Sentei nele, tentei acalmá-lo e acabei mandando-o pro chuveiro até se acalmar. Ele chorou, chorou, gritou, gritou e a voz foi diminuindo de tom até se normalizar e ele agir como se absolutamente NADA houvesse ocorrido. Mais uma vez saí exausta do embate, física e emocionalmente falando. Arrasada foi pouco. mas desta vez, com discernimento e sangue-frio para ligar logo pra psiquiatra e ela suspendeu em definitivo a Ritalina, seja ela qual for. Também serviu para eu ter a certeza (após observar MUITO este tipo de situação) de que ele não reage bem a mudanças. A falta de luz, que alterou nossa rptina totalmente, o agitou demais, o deixou muitíssimo perturbado. Ponto pra mim: sabendo mais desta nuance da doença, terei mais armas para ajudar meu filhote!
Não vejo o que rolou como uma derrota, foi tão somente um tropeço, pra nos fortalecer em nosso caminho e nos manter sempre alerta!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Acalmando o coração e retomando sonhos adormecidos

Hoje tivemos consulta com a psiquiatra. Foi boa, aliás, foi muito boa, foi ótima na verdade. O Pedrinho tem alcançado imensos progressos, está muito mais equilibrado que antes. Na verdade é um conjunto da ações: eu e Carlos sabemos lidar mais com os surtos. Já conhecemos os sintomas e conseguimos apagar o fogo antes que ele cresça e vire um surto em si. Tentaremos mais uma vez entrar com a Ritalina, a de curto alcance desta vez, na tentativa de controlar a hiperatividade que tanto o atrapalha, principalmente na escola. Iniciarei meio comprimido logo pela manhã e ficarei observando as reações dele; após esta observação, caso tenha realmente o efeito esperado (e não o contrário, conforme acontecia com a Ritalina LA), passarei a dar um comprimido inteiro antes da escola, para fazer efeito apenas na escola.Uma das maiores reclamações e uma das "desculpas" para a reprovação dele é que ele passeia durante a aula,s e agita e não consegue se sentar tempo suficiente pra fazer qq atividade até o fim.
Falando nisso. psiquiatra e psicóloga chegaram à mesma conclusão que eu e Carlos: uma reprovação agora seria fatal pro tratamento dele. Seria mil passos atrás e tudo se perderia. Se ele tem notas é pq aprendeu; seja do jeito certo ou torto, aprendeu sim; afinal de contas a prova é uma maneira ainda usada para mensurar conhecimento (não que eu ache que é a melhor maneira, mas que é uma maneira usada, isto é indiscutível...). E se nesta mensuração ele conseguiu bons resultados, quer dizer que ele está sim, apto a ser aprovado. E talvez isso seja o que mais os incomoda na escola: não há maneiras legais de retê-lo, mas querem isso e precisam de nosso aval. Aval este que jamais irei dar dada às razões tão discutidas e apresentadas aqui.
Também comecei a vislumbrar uma possibilidade, ainda que remota demais, mas uma possibilidade (onde antes não havia nenhuma mesmo) de irmos um dia à Disney. Com este equilíbrio cada vez mais perto e mais real, podemos voltar a sonhar. Não afirmo que será ano que vem, ou em 2013... mas SERÁ, no lugar do antes NUNCA, tenho o SERÁ. E isso faz muuuuita diferença dentro de mim.
Sábado passado fomos à uma festa onde havia bonecos do Mickey e da Minnie e ver meus filhos doidos com eles, me cortou o coração. Pedrinho batia tanto as mãos e pulava, que parecia que ia levantar vôo (ele bate MUITO as mãos quando fica excitado e feliz demais) e, para minha alegria, não avançou desesperadamente nos personagens, abraçou com MUITA alegria e eu lá chorando igual a uma boba... Naquela hora tive certeza de que queria MUITO levá-los para ver os personagens originais... Para eles não faz a mínima diferença agora, mas para meu coração, fez e faz.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Considerações e Reflexões

Ando às voltas com esta coisa da reprovação. Está me consumindo cada parte de meus dias, tomando de assalto meus pensamentos à noite. Me tirando o sono MESMO. Eu deito e, mesmo tendo tomado meu remédio, a cabeça se recusa a repousar, a descansar e desconectar de qq problema. Fico remoendo os pensamentos, relembrando as situações e esta coisa da reprovação martelando na minha mente incessantemente.
Por causa destes pensamentos aterrorizantes, diante da possibilidade de perdermos tudo que conquistamos agora em relação ao progresso do Pedro na relação com a escola e com os amigos recém-conquistados, ando muito avoada. Estou esquecendo coisas em lugares, estou perdendo coisas dentro de casa, colocando coisas em lugares errados. Coloco alguma comida para esquentar ou cozinhar e simplesmente esqueço; só me dou conta quando queima e começa a cheirar...Chego ao ponto de procurar a mesma coisa mil vezes, olhar pro lugar onde ela está e simplesmente não vê-la. E, depois de muita procura, volto ao mesmíssimo lugar de antes e aprece que o que eu buscava se materializou do nada e lá estava o tempo todo... A angústia de perceber isto tudo, está me deixando triste, muito triste. NUNCA fui assim e só posso concluir que a mente anda tão cheia, que os pensamentos transbordaram e coisas novas não cabem mais, simplesmente não são mais computadas...
Tive uma conversa com a psicóloga dele e com a psiquiatra dele. Uma é terminantemente contra a reprovação, é como eu, acha que ele fez progressos memoráveis e que isso pode vir por água abaixo. A confiança será perdida; os amigos serão perdidos... A outra é a favor (e até compreendi os fatores que ela me expôs), mas ficou também preocupada com a parte do relacionamento social dele. pela primeira vez parece ter estabelecido uma relação positiva com os coleguinhas, pela primeira vez está tendo amigos na escola e não sacos de pancada... Mas continuo com meu pensamento: se as notas permitirem e depender de uma palavra minha e do pai para aprovação ou não, não tem o que discutir.
Ontem me deparei com fotos dele pequenino ainda. tão pequeno, tão frágil, tão inocente. Confesso que me doeu ver aquelas fotos e relembrar daqueles anos onde tudo era tão bacana, tão tranquilo e tão bonito. Eu JAMAIS imaginaria que meu caminho seria tão sinuoso, tão cheio de surpresas desagradáveis. Ele foi um bebê tão calmo, tão maravilhoso, tão bonzinho... Sempre foi lindinho, agradável e apaixonante. Eu nunca imaginaria que teria uma montanha tão alta, tão íngreme e tão dura a escalar... Mesmo sabendo que não posso desistir, sou humana e me dói ver esta situação em que vivo. Seria uma tremenda hipocrisia dizer que é isso que sonhei pra mim. Meu lado racional entende perfeitamente que ele é meu pequeno, que tenho que aceitar, etc, etc, etc. Mas meu coração dói, sangra e chora vendo-o seguir por caminhos tortuosos e distantes, vendo-o cada dia mais desajustado socialmente e cada dia mais agitado. Choro por dentro a cada olhar de reprovação que vejo nas pessoas diante das reações diferentes dele com os outros, do olhar de medo nas outras crianças ... Eu só queria poder ajudá-lo e ando me sentindo muito, muito impotente. Eu brinco, banco a palhaça, disfarço. Pq se não for assim, eu sei que vou entrar no caminho sem volta da depressão.

domingo, 6 de novembro de 2011

Mais uma vez, Asperger.

Ultimamente, estando mais tempo perto do Pedro e observando muito mais detalhadamente seu comportamento e as nuances que ele apresenta, começo seriamente a desconfiar que ele possa sim ter a Síndrome de Asperger http://inclusaobrasil.blogspot.com/2009/02/sindrome-de-asperger-um-guia-para-pais.html. A cada dia esta sensação está maior dentro de mim.
Conforme eu já havia postado, a interação social dele está ficando cada dia mais difícil. Parece que ele fica simplesmente cego e surdo diante de algumas situações. Por mais que digamos para não fazer isso ou aquilo pq seria ruim, pq as pessoas não gostam de tal reação, pq não é o que se faz diante de tal situação, ele simplesmente ignora e faz.
A tal mania de pular nas pessoas como um cão fazendo festa pro seu dono, já é mais do que figurinha tarimbada no álbum de constrangimentos sociais. Isso quando, do nada, vai e dá um socão em alguém, dá um tapão em alguém ou vai e levanta a roupa de alguém. E, como sempre ocorre nestas ocasiões, os olhos da "vítima"se voltam pra mim como se fossem me fuzilar. Posso ler em cada olhar:"Garoto malcriado!" E pra ele, não faz diferença se foi um pulo, um soco, um tapa ou um carinho fora de hora; a reação dele é sempre a mesma: é como se absolutamente nada houvesse acontecido. Ele não tem noção alguma do que ele acabou de fazer foi algo fora da normalidade.
A cada vez que saímos, eu e o pai ficamos como dois perdigueiros atrás dele, monitorando cada passo, tentando evitar desconfortos, saias-justas e machucados alheios. Claro que às vezes a coisa acaba escapando e ele faz algumas vítimas - na maioria das vezes, meninas menores que ele se for uma porrada e maiores, se for um beijo ou pulo no pescoço.
Ultimamente anda numa agitação que chega a dar dó. Falei com a psiquiatra e ela aumentou a dose do Depakote noturno. Não quer de jeito algum entrar com a medicação da hiperatividade ainda. Mas de nada adiantou o medicamento aumentar. A agitação parece que piorou, a pessoa fica como se possuída por um espírito de carro de corrida e simplesmente não pára, nunca. Até para comer tem sido um tormento, uma tarefa das mais hercúleas e que demanda uma dose cavalar de paciência. E quando ele fica feliz ... Bate os braços e grita como se fosse levantar vôo.
Tá pesado, tá pesado pacas...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Remoendo os pensamentos

Após uma noite de sono, que só foi possível graças a uma dose cavalar de Kitapen, quase um Boa Noite, Cinderela, e não ter acordado pra ir à Pólen pq eu escutava o despertador tocar mas o corpo não obedecia ao cérebro, cá estou remoendo e tentando digerir o que ocorreu.
Recebi mil conselhos, várias amigas aqueceram meu coração, me abraçaram virtualmente e me fizeram sentir melhor. O mais doloroso foi perceber que meu marido, ao meu ladinho na minha casa, mal percebia minha tristeza, angústia e desespero. Nestas horas tenho certeza de que ele crê que o filho seja só meu, tipo produção independente... Enfim, quem me apoiou foram estas meninas maravilhosas que, pela tela do computador conseguiram me passar mais carinho do que alguém do meu lado. Minha secretária quem cuidou de mim ontem à noite. Minha pressão despencou, tive um ataque de taquicardia e uma crise de labirintite que, graças a Deus, foi controlada com Vertix.
Pois bem, gostaria de esclarecer um fato. Minha decisão de que ele siga pro segundo ano NADA tem a ver com vaidade, vergonha de um filho repetente ou qq coisa parecida. Tudo está simplesmente baseado no quanto o conheço, do quanto sei que a relação dele com a escola é ruim. Depois de duas expulsões e de ter sido maltratado ao extremo até que a expulsão realmente rolasse, ele tomou verdadeira aversão à escola enquanto instituição. Quando ele foi para esta nova escola, levou um passado de mágoas e tristeza e tem sido um trabalho árduo fazê-lo compreender como é diferente o quanto ele pode confiar nas pessoas de lá. Temos trabalhado arduamente tb para ele diminuir a ansiedade, a angústia e a agressividade. Tenho certeza de que, por mais que trabalhemos a situação, por mais que suavizemos tudo, este passo "atrás" será tb um passo atrás imenso no tratamento, tudo conquistado desde Agosto será seriamente afetado e perdido.
É como eu sempre digo: não posso nunca me acalmar e achar que as coisas estão indo bem, pq sempre chega algo maior, avassalador e atropela e estraga tudo.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Escolha de Sofia - Parte 2

Hoje foi a tao temida reunião na escola. Não era expulsão, mas também não foi nem de longe o mar de calma e tranquilidade que eu queria que tivesse sido. Meus temores não eram infundados, eu tinha muita razão de estar com receio e medo do momento.
A reunião começou com um feedback do que o Pedro estava fazendo nos últimos meses, como estava ele em relação à adaptação e a começar a realmente gostar da escola. Eu falei meu parecer do ponto de vista da nossa casa e eles, do ponto de vista da escola. Cruzamos informações e concluímos que ele realmente está adaptado e entendendo que lá é um lugar que o acolheu.
Depois de falarmos outras coisas, chegamos a pior, mais dolorosa, mais apavorante parte de todas. Eles deram voltas, enfeitaram as palavras, mas no fundo falaram em reprovação. na verdade, evitaram a palavra ao máximo e usaram a palavra "promoção" para a próxima série. Na verdade, as notas dele são boas, pelas notas não há motivo algum para "retê-lo" no 1º ano, mas ele pode ter dificuldades no 2º ano pq está aquém do esperado prum aluno ao final do primeiro ano. E deixaram claro que será uma decisão tomada junto a nós, mas ao final do ano.
Confesso, do fundo do meu coração, que estou arrasada, destruída, devastada... Fiquei muito, muito, muito triste mesmo. Quando o matriculei, na primeira vez que conversei com a diretora, antes mesmo da matrícula em si, ela me disse que não tinha pq ele ser reprovado, que qq aresta que sobrasse, iria sendo aparada ao longo dos anos do ensino fundamental. E agora isso??? Como uma criança só com notas 10 em ciências, história e geografia, notas entre 8 e 9 em matemática (tudo bem, Português não está perfeito, mas está regular) e um histórico ótimo da outra escola, pode ser reprovada???? Não entra na minha cabeça a idéia de que será pro bem dele. Não há como fazer bem pra ele o fato dele ficar vendo os amiguinhos todos na outra série e ele empacado no primeiro ano, se sentindo derrotado, diminuído e diferente... Tenho CERTEZA de que tudo que foi duramente construído até agora em relação à escola irá por água abaixo, todo o trabalho árduo de meio ano será perdido. Eu conheço meu filho melhor do que qq pessoa neste mundo, eu sei o quanto desestimulante tal coisa será pra ele, o quão ruim ficará a cabecinha dele e, principalmente o coração.
Sinceramente, não acredito que a decisão ficará para ser tomada em conjunto, pq mesmo vendo minha reação apavorada diante da idéia, e mesma foi insistida e insistida e insistida como se fosse a melhor coisa pra ele enquanto eu sei que não será.
Na boa, minha vontade é tirá-lo da escola e nunca mais mandar pra nenhuma, pq se for para reprová-lo de qq maneira, eu sei que daí sim, a coisa degringola sem direito a volta.
TÕ DESTRUÍDA...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Mais um passo atrás???

Acabei de receber uma ligação da escola do Pedro. Querem marcar um encontro com a psicóloga de lá com uma certa urgência. E enfatizaram que tenho que ir com o Carlos, que ambas presenças são essenciais. NADA foi adiantada a respeito do teor da reunião.
Pronto! Estou simplesmente histérica, com o coração aos pulos, taquicardia MESMO. Respiração acelerada, dor no peito. Minha cabeça está estourando de dor, latejando nas têmporas, como se lá estivesse meu coração a bater...
APós um mês de aparente tranquilidade, sem nada da parte deles, nenhum sinal de nada de errado, lá vem a notícia, que soou pra mim como uma batida de frente, um tapão no meio da cara, com toda força!
O que está me desesperando mais e mais é ficar remoendo o que pode ser: expulsão, reprovação,  algo sério e ruim que ele possa ter feito lá???
Logo agora que ele estava gostando da escola, gostando de ir pra escola e dos amiguinhos...
Vou ficar passando mal até o dia deste encontro. Tô ligando pra minha médica pra pedir ajuda pq senão baixo hospital. Da última vez que fiquei nervosa assim, tive aquela crise de labirintite onde fui parar na emergência.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Hiperatividade à toda

Não sei se cheguei a comentar (creio que sim) que o Pedro está há alguns meses sem a medicação de controle da hiperatividade. nas duas últimas vezes que tentamos retornar à Ritalina, foi um desastre de grandes proporções. Numa delas ele teve aquele surto que culminou na expulsão da escola e na outra, o surto que fez com que o inspetor da escola tivesse que vir até em casa com ele, tamanha era a agitação no transporte escolar. A Ritalina estava dando efeito totalmente adverso: ao invés de concentrar e acalmar, estava agitando e dispersando mais ainda.
Nos últimos dias, praticamente semanas, ele tem estado mais e mais agitado, mais e mais socialmente desajustado. A parte da agressividade está muito bem, obrigada, mas a agitação piorou cada vez mais. Chegou a um ponto que colocá-lo para dormir tem sido uma tarefa das mais difíceis. A impressão que tenho é de que o cérebro do bichinho não desconecta, não relaxa e daí, cadê que dorme?
Na academia tem sido uma verdadeira tortura aguentá-lo desde a hora que chega da escola (e eu estou no ballet) até a hora que tem aula de taekwondo (ontem ficou correndo pela sala e provocando os colegas...). Pentelhou cada viva alma que lá estava; correu por todo canto e me deixou cansada só de ver.
Em casa, até na hora da comida, está um inferno. Ele senta, dá uma colherada, levanta, dá dois pulos no trampolim, senta de novo... Isso sem falar em alguns comportamentos repetitivos que venho notando. No início pensei que este comportamento era para chamar nossa atenção, mas mais e mais notei que se repetia mesmo quando ninguém estava por perto. Estou preocupada...
Falei com a psiquiatra e ela aumentou a dose de um dos medicamentos e sábado vamos (na verdade quem vai é o Carlos, tenho trabalho) levá-lo para fazer exame de sangue a pedido dela. Já sei que vai ser uma verdadeira tragédia grega, pq o Pedro tem verdadeiro pa-vor de injeção.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A Bela e a Fera

Ontem tive reunião na escola da Silvinha - fechamento do terceiro bimestre. Fui lá para a professora me mostrar o relatório de desenvolvimento da Silvinha, principalmente por causa da transferência. Foi um encontro normal, todas as mamães foram lá. Ou seja: não fui apagar nenhum incêndio nem com o coração nas mãos pelo caminho. Fui leve, tranquila e em paz. Sabia exatamente o que iria escutar e não foi diferente do que eu imaginava. A Pequena está totalmente adaptada, está em desenvolvimento perfeito de acordo com as diretrizes do Pré I. É uma criança tranquila, doce e muito amistosa e fofa. Minha Bela.
Não estou escrevendo para depreciar meu Pequeno ao mostrar as qualidades da Silvinha. Quero tão somente dizer o quão são opostos, o quão são diferentes. Na verdade, a sensação imensa que tive é que Deus me mandou a Silvinha para ser meu porto-seguro, minha calmaria, meu equilíbrio. Foi através dela que comecei a ter certeza de que o comportamento do Pedro fugia ao "normal", que algo estava definitivamente fora dos eixos. Até então, não havia outra criança para servir de parâmetro, de guia.
Mas ao mesmo tempo que são tão diferentes, que um é o fogo e a outra, a brisa, são totalmente complementares, tal qual Yin e Yang - um não teria razão de existir sem o outro. Ambos são fundamentais em minha vida. Ambos são meu amor maior, amor muito maior que eu (parafraseando Jota Quest). Ambos fazem meu mundo ter sentido, ambos fizeram eu finalmente entender minha missão neste mundo.


domingo, 23 de outubro de 2011

Comemoração e Frustração...

Sentimentos totalmente opostos tomam conta de mim. Desde aquele episódio na escola, quando o inspetor teve que vir acompanhando o Pedro em casa no transporte, que nada de ruim aconteceu. Ele tem se comportado civilizadamente dia após dia. Nem menciono o fato pedagógico em si - atualmente não tô nem aí se num dia ele quer copiar as coisas, noutro não, Acho que com o tempo isso vai mudando; aliás, tenho certeza. Me refiro ao fato comportamental mesmo, de se relacionar com os amiguinhos e as professoras sem fazer nenhum deles de saco de pancadas. Tem cada dia chegado mais e mais feliz da escola - arrisco-me a dizer que eufórico mesmo.
Estou feliz vendo-o assim, mas fico com aquele medinho lá no fundo do meu coração, aquele medo de a qq momento o Hulk voltar a assombrar nossos dias. Não estou sendo pessimista, claro que quero que as coisas sigam assim, quero MUITO. Mas é que já tomei tanta lambada, já passei por situações semelhantes tantas e tantas vezes que coloquei minhas barbas de molho.
A frustração vem de outra situação. Conforme postei há alguns dias, o Pedro agora está fazendo aulas de taekwondo por causa do horário. Abandonou o sapateado e na verdade, estava mais brincando do que dançando nas aulas. Ontem tive ensaio lá na academia, todo sábado temos a tarde toda de ensaio. E ontem, pela primeira vez, vi a turminha que era dele, dançando. Impossível não ficar triste, decepcionada e frustrada demais. Meu pequeno ia estar lá, era a turminha dele... Preciso confessar, pelo menos aqui, o quanto me doeu não vê-lo ali, o quanto ele estava feliz por participar do espetáculo e o quanto vai doer ver aqueles pequenos no dia D lindinhos e vestidos para se apresentarem...


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Friends will be friends

Bom, voltei a escrever em inglês. desculpem, mas é inevitável; Shakespeare e seu idioma tomam conta do meu coração...
Mas este post é mais uma homenagem. na verdade, surgiu ao postar aquela música-poema do Oswaldo que fala dos amigos. Tem os da internet, mais recentes, importantes e vitais. Mas tb tem os da vida. Uns que fiz recentemente, uns da vida todinha. Minha comadre, Monica me atura há exatos 30 anos - 30 anos de amizade, de carinho, de muito riso juntas, de muito choro juntas, de uma história linda - JUNTAS e, quase, fomos cunhadas (mas isto é uma outra história, que aliás, prefiro não comentar). Minha outra comadre, Bel, 26 anos juntas, uma outra história linda juntas e nossa filhas crescendo juntas e amigas. Da mesma época, tem minha amiga Adilene, dividimos as salas de aula, as alegrias do segundo grau e mais uma vida inteira de amizade.
Tenho uma amiga que inspirou o nome da minha filha - Sílvia. Uma amiga que fez um gesto numa ocasião que vai me marcar para todo o sempre - quando minha mãe morreu de repente, meu mundo ruiu. Pois bem, esta amiga passou uma semana inteirinha dormindo no chão do meu quarto, ao lado de minha cama, segurando minha mão, enquanto eu choravam chorava e chorava e só dormia de exaustão pq só sabia chorar de saudade e tristeza.
Daí tem a Elaine, uma amiga que conheci na sala de aula e que já me atura há 6 anos; o mesmo tempo que a Bia me atura tb... Santas meninas... Na sala de aula tb conheci a Dani e a Danúbia - não estamos juntas todo dia, mas sabemos do quanto bem queremos umas às outras. Elá nas salas de aula conheci a turminha do Yázigi Rio 2, Simone, Alê e Camila - éramos uma turma pra lá de animada... Saudades...
Tenho amigos "adotados" pq eram amigos do meu marido, Fábio e Claudia, acabaram por entrar na minha lista de carinho, de afeto de de muito bem-querer tb.
Recentemente, na aula de ballet, conheci a Elaine (mais uma!) e a Renatinha. Junto da Jô, nossa professora, fazem um trio que me dá muita alegria e suaviza demais os problemas do dia-a-dia. E lá tb tem a Cris, uma santa criatura que me atura, me dá conselhos e é um doce em forma de gente!
Márcio
E no meio disto tudo, eis que tem um menino, Márcio,um amigo querido DEMAIS, de uma vida toda, alguém que quase perdi de vista, mas que o destino colocou de volta na minha vida, numa de suas viradas mirabolantes. Claro que tb tem os meninos, esposos das amigas acima citadas, mas o Márcio, bem, é o Márcio...
Este povo lindo, que amo tanto, tanto, tem sido meu suporte, meu carinho, meus amores no sentido de amar verdadeiramente alguém como se fossem irmãos de alma. este post é, pois, para vocês!
E tem mais: não tô nem aí se estou gorda, loura, ruiva, mais nova, desarrumada, bagunçada nas fotos. O que importa é que estou com quem AMO MUITO!
Simone

Elaine
Monica


Bia
Fábio e Claudia

Bel

Dani e Danúbia

Jô e Elaine
Alê e Camila

Renatinha

Bel

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mudando o Rumo

Todo mundo sabe que ando buscando sempre o melhor para o Pedroca. E não é pq ele tem uma doença, pq é "especial". Mas pq sou mãe e ponto; afinal de contas, é o que qq mãe busca pra qq filho, seja ele especial, "normal", qq coisa. Busco pro Pedro, na verdade, uma maneira de ajudá-lo mais e mais a cada dia, ter como amenizar os surtos, fazê-lo levar cada vez mais e mais uma vidinha "normal".
Ultimamente estava cada vez mais difícil fazê-lo acordar cedo para as aulas de sapateado. Estávamos pagando para ele ficar dormindo em casa. Daí houve um dia que ele pediu para assistir uma aula de taekwondo  lá na academia. A aula é à notinha, ele está desperto pq vem direto da escola.
A princípio fiquei apreensiva de colocá-lo numa luta - poderia ser um tiro no pé, aumentando mais ainda a agressividade latente que há dentro dele. Mas por outro lado, a disciplina da luta poderia ser muito útil na compreensão de regras, no tão sonhado equilíbrio. E tb poderia ser um maneira de canalizar a agressividade para aquele momento da aula.
Enfim, após duas aulas experimentais e de vê-lo empolgadíssimo, transferimos a matrícula para o taekwondo e ontem ele começou "oficialmente", de quimono, lindinho!!! estou como uma metralhadora giratória: atirando para tudo quanto é lado. Uma hora, atinjo o alvo; é apenas questão de paciência.
Por conta das tentativas, da busca pela estabilização da doença, por não saber nunca se meu dia seguinte vai ser calmaria ou tempestade, por medo de ouvir o celular tocar e ter que sair correndo socorrer o Pedro ou apagar algum incêndio, decidi abandonar meu trabalho de sábados de manhã... Na segunda eu soube que a escola onde trabalho ás sextas de manhã vai fechar as portas em definitivo no mês de dezembro. Mas estou tentando acalmar meu coração e lembrar sempre do que li noutro dia no FB: "Quando Deus lhe tira alguma coisa, está apenas deixando tuas mãos livres para receber outra."

Pedroca e o professor de taekwondo

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A Lista

Este é pros que acham que, tal qual Carmem Miranda, ando muito americanizada. Posto e posto e posto canções em inglês e nada do bom e velho português nosso de cada dia. Acabei de ler um texto lindíssimo, canção do grande Oswaldo Montenegro, que caiu como uma luva pra mim e me fez chorar demais. Aliás, preciso reforçar que ando muito, muito, muito emotiva.
Peguei a canção num post de uma comunidade do Orkut (sim, ainda existe, não morreu com a chegada do Facebook!) de mamães (amigas vip). No Orkut conheci pessoas maravilhosas, amigas maravilhosas, gente da maior qualidade que faz parte do meu mundinho "real" e que tem me dado muita força e estímulo  na vida.
Este post é todinho dedicado à estas meninas tão especiais e essenciais. Pronto, tô chorando de novo...

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos,
quem você mais via há dez anos atrás...
Quantos você ainda vê todo dia ?
Quantos você já não encontra mais?
Faça uma lista dos sonhos que tinha...
Quantos você desistiu de sonhar?
Quantos amores jurados pra sempre...
Quantos você conseguiu preservar?
Onde você ainda se reconhece,
na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora...
Quantos mistérios que você sondava,
quantos você conseguiu entender?
Quantos defeitos sanados com o tempo,
era o melhor que havia em você?
Quantas mentiras você condenava,
quantas você teve que cometer ?
Quantas canções que você não cantava,
hoje assobia pra sobreviver ...
Quantos segredos que você guardava,
hoje são bobos ninguém quer saber ...
Quantas pessoas que você amava,
hoje acredita que amam você?


Oswaldo Montenegro



Queria por fotos de todas vocês, mas as que estão aqui, representam muito bem nosso grupo da internet:


Flavia, Silvia, Vera e Camilla

Rita Paula e Val

Meninas da MAV

Mais meninas da MAV

Kika, Faby, De e Vivi




Chris
Gigi