Bom, andei refletindo sobre muitas coisas que andam me acontecendo. Muitas vezes na correria diária a gente não consegue parar e organizar as coisas dentro de nós mesmos. Vamos empurrando com a barriga nosso viver e vivemos por viver apenas num dormir e acordar eternos sem razão de ser.
De repente surge a necessidade daquela freada monumental, tipo aquelas que motoristas de ônibus lotados gostam de dar e que eu sempre acho que é pra reorganizar o povo que se aperta lá dentro na hora do rush. Estava na hora de eu dar a minha freada interna, chacoalhar a alma, acordar os sentidos. Enfim, voltar a querer viver. A depressão estava ali, batendo à minha porta, fazendo cócegas nos meus pé e murmurando seu lamento triste aos meus ouvidos. Era quase como uma sereia me seduzindo para cair em sua esparrela. Confesso que cheguei a iniciar o caminho desta sedução perigosa. Fui num crescente de engordar e engordar e engordar. Não pq eu tinha fome, mas pq eu tinha tristeza. Quando cheguei ao ponto de passar um dia inteirinho só comendo chocolate, aí sim o torpor foi se acabando.
Abri meus olhos e percebi que estava na hora da minha virada. Ao invés de me lamentar pq eu não poderia mais fazer aulas de dança nos mesmíssimos horários que vinha fazendo ha dois anos, resolvi olhar pra outro lado e entendi que eu poderia buscar esta satisfação com outras atividades físicas. Não vou jamais deixar de AMAR o ballet pq só uma vez na semana tenho aula. A emoção que toma conta de mim quando vem o primeiro pliè é indescritível, uma faísca me percorre a espinha e mareja meus olhos. Isso será imutável. O maravilhoso som das minhas chapinhas no sapateado é como música pra minha alma e melodia pro coração... Aprendi que ao invés de me lamentar pq não posso fazer duas vezes na semana, tenho é que agradecer pelo único dia que me restou e fazer dele o mais intenso que puder.
Mergulhei de novo da reeducação alimentar. Não pq quero ter medidas perfeitas e ser um modelo de beleza e eterna juventude. Mas quero SIM ser uma pessoa saudável de novo; meus filhos são pequenos, preciso estar com eles o máximo de anos que puder e pra isso, preciso de saúde. Iniciei um programa de musculação, coisa que eu abominava, mas que se tornou uma agradável maneira de ajudar na saúde. Iniciei tb aulas de aerodance, uma maneira divertidíssima de me movimentar sem a preocupação técnica das danças tradicionais tão amadas por mim.
Estou cada dia mais empurrando esta sereia da depressão pra longe até não avista-la nem ouvi-la nunca mais!
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Atualizando
Mais uma vez não sei se a falta de atualização constante aqui é pra ser comemorada como falta de coisas ruins ou pra ser temida como prenúncio de que à toda tempestade precede a calmaria.
O fato é que bem pouco tem havido em relação ao desenvolvimento do Pedro. Em Abril estivemos na médica e ela mudou a medicação dele de novo. Tirou o Depakote ER de 500 e substituiu por 1/2 Aristab de manhã e 1/2 à noite. Os primeiros dias foram punk, pauleira pura. Assim que tomava o remédio o garoto ligava no 220 da tomada e ficava quase que incontrolável. Logo após a agitação sem tamanho, caía em sono profundo como se nocauteado.
Teve dois surtos, um no dia 30/04 e outro dia 02/05. Gritava, se batia, babava, aquilo de sempre que era antigamente. Nem sei se me assustei demais e resolvi não postar sobre isso ou minha autocensura resolveu deletar. Atualmente parece que as coisas entraram no eixo da normalidade e o organismo dele já se habituou ao medicamento.
Iniciou aulas de natação, um grande sonho da vida dele. Com isso passa dois dias da semana indo cedo pra casa dos avós pra fazer aula e indo pra escola com eles. Tirei um pouco do peso de sobre meus ombros e aprendi um pouco a delegar as coisas, tentando deixar de abraçar o mundo com as pernas.
Ontem na escola encontrei com o pessoal do helena Antipoff que estava lá justamente fazendo a análise dos alunos da sala de TGD e ficaram bastante satisfeitos com os progressos do Pedro. A professora começou a passar trabalhos de casa e, ao contr[ario do que sempre ocorreu nas outras escolas, ele está fazendo os trabalhos sozinho e todos. Pra mim foi emocionante vê-lo empenhado e gostando verdadeiramente da escola.
O fato é que bem pouco tem havido em relação ao desenvolvimento do Pedro. Em Abril estivemos na médica e ela mudou a medicação dele de novo. Tirou o Depakote ER de 500 e substituiu por 1/2 Aristab de manhã e 1/2 à noite. Os primeiros dias foram punk, pauleira pura. Assim que tomava o remédio o garoto ligava no 220 da tomada e ficava quase que incontrolável. Logo após a agitação sem tamanho, caía em sono profundo como se nocauteado.
Teve dois surtos, um no dia 30/04 e outro dia 02/05. Gritava, se batia, babava, aquilo de sempre que era antigamente. Nem sei se me assustei demais e resolvi não postar sobre isso ou minha autocensura resolveu deletar. Atualmente parece que as coisas entraram no eixo da normalidade e o organismo dele já se habituou ao medicamento.
Iniciou aulas de natação, um grande sonho da vida dele. Com isso passa dois dias da semana indo cedo pra casa dos avós pra fazer aula e indo pra escola com eles. Tirei um pouco do peso de sobre meus ombros e aprendi um pouco a delegar as coisas, tentando deixar de abraçar o mundo com as pernas.
Ontem na escola encontrei com o pessoal do helena Antipoff que estava lá justamente fazendo a análise dos alunos da sala de TGD e ficaram bastante satisfeitos com os progressos do Pedro. A professora começou a passar trabalhos de casa e, ao contr[ario do que sempre ocorreu nas outras escolas, ele está fazendo os trabalhos sozinho e todos. Pra mim foi emocionante vê-lo empenhado e gostando verdadeiramente da escola.
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