Acabei não resistindo e indo visitar a escola municipal aqui na esquina. Bom, o espaço é ótimo, a infra estrutura tb, nada a desejar das escolas particulares que conheço na região - tá, não tem ar condicionado nas salas, mas eu estudei a vida inteira sem ar condicionado e não morri... Conversei com a diretora, a achei meio seca, mas foi educadissima comigo. Enquanto conversávamos, entrou um trio da pesada na sala: dois irmãos que brigaram e na briga acabaram rasgando a blusa de uma terceira criança que absolutamente nada tinha com a história. Fiquei tensa, muito tensa... E o estado lastimável das crianças... Sujas, emporcalhadas, narizes melequentos, olhos remelentos, um horror. Saí de lá com uma péssima impressão...
Horas depois, na hora da saída, voltei. Vi os alunos limpos, arrumados, "normais" e com pais, mães, avós e avôs indo buscá-los. me tranquilizei um pouco. mas só um pouco... Pode ser que convivência com a diferença seja ótima pro meu filho (e assim espero), mas pode dar em desesperança, em tristeza e cobranças futuras tipo: "PQ eu fui pra escola pública e a Sílvia, não?" - complicado, viu?
Outra coisa que me incomodou MUITO foi a última consulta com a antiga psicóloga do Pedro. Última mesmo, pq tenho certeza de que não voltarei lá. Primeiro pq ela já havia passado o caso para outra pessoa - que, diga-se de passagem, em dois meses teve avanços com o Pedro que ela não conseguiu no último ano...- e depois, quando nos despedimos, me disse: preciso do dinheiro desta consulta agora (a gente sempre acerta dia 20, ou seja, teria ainda um mês todo de consultas comigo) e eu te ligo quando tiver uma vaga pra vc voltar... E eu me pergunto: se ela não está mais no caso do Pedro, pq a escola foi procurá-la para conversar sobre ele? Não seria o caso de procurar a moça que agora cuida dele? E ela, na conversa, mais uma vez me chateou com a história ridícula de que eu preciso cuidar do Pedro e não dançar... Cacete, viu?
Pra completar, o mediador sumiu. O cara dá umas sumidas muito esquisitas, não dá satisfação alguma pra ninguém. Daí a escola fica torrando o meu saco, pq eu não aviso que ele ia faltar. Mas nem a mim o camarada avisa! Nossa, eu cada dia que passa quero é mais que este ano letivo acabe e este pesadelo com esta merda de escola. Eu só ia jogar a merda no ventilador no fim do ano, mas vou logo divulgar o nome daquele inferno em nossas vidas: Colégio de Aplicação Criativo, na avenida Jambeiro, Valqueire. Quero é mais ver o nome deles na lama!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
Janela Aberta?
Há alguns anos atrás, vendo o filme "A Noviça Rebelde" (não há Cristo que me faça entender pq "The Sound of Music" virou isso em português, mas isto é ooooutra história), escutei a Madre Superiora dizer à Maria, então em dúvida se deixava o hábito para correr atrás de seu grande amor, Capitão Von Trapp: "Quando Deus fecha uma porta, ele abre uma janela". Aquilo me impressionou por anos e eu não tinha idéia de que isto é um dito popular, mas pra mim foram palavras sábias de uma religiosa de respeito.
Pois bem, ao longe desta trajetória com o Pedro, várias e várias portas têm sido fechadas, aliás, batidas na nossa cara. Mas tb logo depois vem uma janelinha tímida se abrindo e mostrando o caminho.
Conforme eu disse no post anterior, achamos uma escola maravilhosa... Na Penha Circular, que fica há cerca de 1:30 minutos daqui de casa, sem trânsito, de ônibus. Queremos colocar o Pedro lá, é nosso plano inicial. Mas...
Na terça-feira desta semana, estava assistindo o "Bom Dia, Rio" e vi anunciarem que o município estava abrindo vagas para a educação especial. Então me perguntei:"PQ não?" Uma amiga querida, Claudia (uma das únicas leitoras daqui, creio eu, rsrsrs) há tempos vem me aconselhando tomar este caminho. A psicóloga e fono do Pedro, tb. A terapeuta familiar, tb. Será que era mera coincidência, justamente naquele dia eu assistir o noticiário que NUNCA assisto??? Entrei no site da prefeitura e fiz a inscrição, a opção era uma escola aqui na nossa esquina. Para minha surpresa, correu tudo bem, tinha vaga e marcaram pro dia seguinte para eu ir na CRE (conselho regional de educação) para levar a documentação do Pedro e ele tb para ser avaliado pelo pessoal do Instituto Helena Antipoff http://ihainforma.wordpress.com/ .
Na quarta, calor digno de amostra grátis do inferno, lá fomos nós pro 5º CRE. Eu esperava a maior bagunça um lugar xexelento, mal arrumado e calorento. Nossa, quanto pré-conceito que eu tenho! Era um prédio arrumado, limpo, organizado. Estava vazio, apenas uma criança antes de nós. Entramos e fomos MUITO, MUITO, MUITO bem recebidos pelo pessoal do IHA. Não precisou 10 minutos pra moça virar pra mim e dizer: "Ele é Asperger, né?". Conversamos muito, muito mesmo. Até o acompanhamento da defasagem da alfabetização que ele tem será feito pela manhã numa outra escola aqui perto tb. TUDO que a escola anda fazendo como se estivesse nos prestando um favor enorme, é direito do meu filho. É LEI ele fazer prova oral, no tempo dele, em local separado se for o caso. Não favor, é LEI! Nossa, eu cheguei a chorar, sabe. Nunca fomos tão bem recebidos, tão compreendidos, tão confortados.
Saí de lá com a matrícula dele feita pra esta escola aqui na esquina, que vai até o 5° ano. Só temos que nos apresentar lá em dezembro. A matrícula do Esil é em novembro. Claro que estamos pesando tudo. Por mim não há dúvidas, mas o Carlos está cheio de receios, de medos. Tenho que dar tempo para ele digerir que o filho irá frequentar uma escola pública, levando-se em conta a pressão enorme que sofremos por muitos membros da família, gente que acha que meu filho não tem nada de errado e que tudo é invenção nossa. Enfim, um discurso que já fiz aqui muitas e muitas vezes.
Pois bem, ao longe desta trajetória com o Pedro, várias e várias portas têm sido fechadas, aliás, batidas na nossa cara. Mas tb logo depois vem uma janelinha tímida se abrindo e mostrando o caminho.
Conforme eu disse no post anterior, achamos uma escola maravilhosa... Na Penha Circular, que fica há cerca de 1:30 minutos daqui de casa, sem trânsito, de ônibus. Queremos colocar o Pedro lá, é nosso plano inicial. Mas...
Na terça-feira desta semana, estava assistindo o "Bom Dia, Rio" e vi anunciarem que o município estava abrindo vagas para a educação especial. Então me perguntei:"PQ não?" Uma amiga querida, Claudia (uma das únicas leitoras daqui, creio eu, rsrsrs) há tempos vem me aconselhando tomar este caminho. A psicóloga e fono do Pedro, tb. A terapeuta familiar, tb. Será que era mera coincidência, justamente naquele dia eu assistir o noticiário que NUNCA assisto??? Entrei no site da prefeitura e fiz a inscrição, a opção era uma escola aqui na nossa esquina. Para minha surpresa, correu tudo bem, tinha vaga e marcaram pro dia seguinte para eu ir na CRE (conselho regional de educação) para levar a documentação do Pedro e ele tb para ser avaliado pelo pessoal do Instituto Helena Antipoff http://ihainforma.wordpress.com/ .
Na quarta, calor digno de amostra grátis do inferno, lá fomos nós pro 5º CRE. Eu esperava a maior bagunça um lugar xexelento, mal arrumado e calorento. Nossa, quanto pré-conceito que eu tenho! Era um prédio arrumado, limpo, organizado. Estava vazio, apenas uma criança antes de nós. Entramos e fomos MUITO, MUITO, MUITO bem recebidos pelo pessoal do IHA. Não precisou 10 minutos pra moça virar pra mim e dizer: "Ele é Asperger, né?". Conversamos muito, muito mesmo. Até o acompanhamento da defasagem da alfabetização que ele tem será feito pela manhã numa outra escola aqui perto tb. TUDO que a escola anda fazendo como se estivesse nos prestando um favor enorme, é direito do meu filho. É LEI ele fazer prova oral, no tempo dele, em local separado se for o caso. Não favor, é LEI! Nossa, eu cheguei a chorar, sabe. Nunca fomos tão bem recebidos, tão compreendidos, tão confortados.
Saí de lá com a matrícula dele feita pra esta escola aqui na esquina, que vai até o 5° ano. Só temos que nos apresentar lá em dezembro. A matrícula do Esil é em novembro. Claro que estamos pesando tudo. Por mim não há dúvidas, mas o Carlos está cheio de receios, de medos. Tenho que dar tempo para ele digerir que o filho irá frequentar uma escola pública, levando-se em conta a pressão enorme que sofremos por muitos membros da família, gente que acha que meu filho não tem nada de errado e que tudo é invenção nossa. Enfim, um discurso que já fiz aqui muitas e muitas vezes.
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