Ultimamente estava cada vez mais difícil fazê-lo acordar cedo para as aulas de sapateado. Estávamos pagando para ele ficar dormindo em casa. Daí houve um dia que ele pediu para assistir uma aula de taekwondo lá na academia. A aula é à notinha, ele está desperto pq vem direto da escola.
A princípio fiquei apreensiva de colocá-lo numa luta - poderia ser um tiro no pé, aumentando mais ainda a agressividade latente que há dentro dele. Mas por outro lado, a disciplina da luta poderia ser muito útil na compreensão de regras, no tão sonhado equilíbrio. E tb poderia ser um maneira de canalizar a agressividade para aquele momento da aula.
Enfim, após duas aulas experimentais e de vê-lo empolgadíssimo, transferimos a matrícula para o taekwondo e ontem ele começou "oficialmente", de quimono, lindinho!!! estou como uma metralhadora giratória: atirando para tudo quanto é lado. Uma hora, atinjo o alvo; é apenas questão de paciência.
Por conta das tentativas, da busca pela estabilização da doença, por não saber nunca se meu dia seguinte vai ser calmaria ou tempestade, por medo de ouvir o celular tocar e ter que sair correndo socorrer o Pedro ou apagar algum incêndio, decidi abandonar meu trabalho de sábados de manhã... Na segunda eu soube que a escola onde trabalho ás sextas de manhã vai fechar as portas em definitivo no mês de dezembro. Mas estou tentando acalmar meu coração e lembrar sempre do que li noutro dia no FB: "Quando Deus lhe tira alguma coisa, está apenas deixando tuas mãos livres para receber outra."
| Pedroca e o professor de taekwondo |
Sis, não sei se você lembra da história do meu irmão, mas ele começou a reagir quando minha mãe o colocou no judô - foi a melhor coisa que ela fez por ele!
ResponderExcluirMil beijos,
Chris