Pois é, o baque do episódio da expulsão da outra escola, o surto na escola nova e o ocorrido na academia, fiquei igual a gato escaldado: com medo de água fria. Se o assunto se tratava do Pedro, eu me armava com armadura e lança, sem esquecer do elmo e do escudo.
E foi assim, mais armada que um cavaleiro medieval, que fui à reunião com a diretora da escola. Uma semana antes, ela havia marcado uma reunião comigo e faltou. Na noite anterior, nem dormi, tamanha minha ansiedade (já mencionei que sou um poço de ansiedade???) de saber o que ela queria comigo (enquanto lá no fundo, o maldito do sexto sentido, sempre ele, dizia que era para falar da expulsão do Pedro). Quando ela desmarcou, rolou um misto de alívio e mais desespero ainda - a dor havia sido adiada, mas estava lá ainda...
Voltando ao assunto: cheguei à reunião acompanhada da psicóloga (que à esta altura do campeonato também trata de mim, pois eu estou desmoronando com tudo isso acontecendo) e de um zilhão de escudos protetores, mais armada que o Kadafi pra não deixar o poder. Claro que ela iria expulsar o Pedro, depois de tanto, dele atacar e machucar a professora; depois de tantos e tantos bilhetes na agenda... Era o mesmo padrão se repetindo, só que daquela vez, era face-to-face: a expulsão não seria via telefone, seria no meio da minha cara, jogada tal qual uma torta numa comédia pastelão...
Para minha surpresa, não era nada daquilo que eu pensava...Na verdade, o assunto era ao contrário: ela queria traçar um "plano de ataque" para conseguirmos levar o Pedro na escola da melhor maneira possível. Era para conseguir um apoio meu, para seguirmos juntos, escola e família. A psicóloga conversou sobre a doença, sobre as reações dele em determinadas circunstâncias e como melhor lidar com ele para evitar futuros surtos e melhor aproveitamento escolar.
Já era uma nova luz. Ô, e como!!! O que me restava então? Esperar e ver no que dá.
Enquanto isso? Rezo dia após dia para nada acontecer na escola. Respiro fundo quando algo sai dos trilhos e tento não me desesperar.
Esta semana acabaram-se as provas do primeiro bimestre. Nos testes ele foi super bem: 10 em tudo, exceto Matemática, que tirou 9. Já os testes, não foram lá tão maravilhosos assim pelo que ele disse, mas quero mais que este ano se acaba e ele tire notas pelo menos para não se reprovar e que consiga se alfabetizar (o que já será A GRANDE VITÓRIA pra mim).
Ano que vem, quem sabe, não encontro uma escola construtivista que não veja meu filho como um ET e sim como alguém cuja maneira de pensar é diferente, mas não é por isso que é pior. Nem melhor. É, meu filho é Salgueiro até nisso!

Analú? Vc mora em JPA, né? Tenho uma escola construtivista maravilhosa para te indicar (a do Matheus). TEm 2 unidades: na Frequesia e no Rio 2. Se chama Escola Pólen. Beijos
ResponderExcluirAh, eu já conhecia, mas não sabia que era construtivista. Vou pesquisar os preços deles. Valeu!
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