Claro que no "rabo do cometa" da saída do Pedro da escola, a Silvinha tb saiu. Não tinha pq eu mantê-la num lugar onde eu não tinha a mínima confiança na própria coordenadora, que havia machucado meu menino. No dia da confusão, chegamos a tirar fotos dos machucados dele, mas a psicóloga e o advogado acharam que a exposição dele num exame de corpo de delito seria muito mais prejudicial do que a própria agressão. Eu estava tão agoniada, tão doída com tudo, que resolvi deixar nas mãos de Deus.
No dia seguinte eles já foram pra nova escola (eu havia planejado mudá-los após as férias de Julho, então já tinha pesquisado preços, horários). Era dia 15 de Março de 2010 - ironicamente, dia do Circo... E eu me sentindo um triste pierrô na comédia italiana...
O Pedro já entrou na nova escola com todos sabendo que ele estava em tratamento psicológico e logo no segundo dia eles chamaram a psicóloga para conversar, trabalharam juntos o tempo todo. Ele estava no Pré II, antigo Jardim III, uma série antes da temida alfabetização.
O ano se passou com muitos altos e baixos, e a professora dele foi fundamental no fechamento do dignóstico. Ela observou, junto da ajudante, o comportamento, conversamos muitas e muitas vezes e ela detectou muitos atos de hiperatividade, coisa da qual suspeitávamos demais , mas que nunca ninguém chegou e disse:"Ele é assim e assado na aula.".
Pelo menos já estávamos sabendo por que caminho começar a trilhar e a buscar respostas.
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