sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dias difíceis, outros, nem tanto.

Lendo meus posts, percebi que muitas vezes dou a impressão de que a vida junto ao meu pequeno é sempre uma loucura, tal qual o título deste humilde blog. Mas não é tanto assim.
Claro que viver ao lado dele é viver a mil por hora, ele não tem meio-termo. Está sempre acelerado, sempre em movimento, sempre de um lado pro outro. Eu, que tenho labirintite e fico tonta com a bolinha do pinball rodando dentro do jogo, quase vou a loucura tentando acompanhar os movimentos do Pedro dentro de casa. Ele literalmente não pára. NUNCA. Está ligadão na tomada o tempo inteirinho. Juro que muitas vezes tenho vontade de pular nele e segurá-lo uns 10 minutos que seja para que se acalme. Mas seria como tentar agarrar um peixe ensaboado.
Even so, ele é muito, muito, muito doce. O bipolar tem uma forte característica sedutora (alguém sabia que Casanova era bipolar????) e o Pedro é muito cativante. Apesar de ser aquela criança tipo cachorro-que-pula-na-visita, ele é um poço de afeto, um poço de carinho e tem uma inteligência sagaz e que conclui coisas que você nem sabe que ele entendeu. Bom, os grandes gênios eram bipolares (Einstein e Da Vinci) e isso explica muita coisa do comportamento do Pedro e da criatividade dele. Isso além dos muitos beijos, abraços e declarações de amor contínuas. Adoro!
Nos momentos em que ele está tranquilo (muitos agora que está medicado), é uma delícia ouvir suas histórias, suas idéias mirabolantes (o que rendeu o apelido de Professor Pardal) e seu sonho de se tornar piloto de avião. Seu passeio preferido é ir ao Museu Aeroespacial (pertinho da nossa casa) e se enlevar com os aviões antigos e novos. Preciso abrir um parênteses neste momento para meu receio dele no comando de um avião: tenho pesadelos com ele dando um looping a bordo de um airbus cheio de passageiros...



Nenhum comentário:

Postar um comentário