Esta semana tivemos uma reunião na nova escola do Pedrinho para traçar um plano de ação de como proceder e ajudá-lo em casa e na escola. Eu, Carlos, a psicóloga dele, a diretora da escola, a psicóloga da escola e a coordenadora. Já percebi a mudança ainda antes da reunião: o simples fato do Carlos ter aceito ir, querer participar pela primeira vez em todo este tempo (ele JAMAIS esteve presente nas reuniões das escolas anteriores) já era um prenúncio de quão profunda e séria a situação era. Mas ao mesmo tempo, o quanto ele estava finalmente começando a se importar com nosso filhote. Durante a reunião, senti naquela gente uma vontade e uma predisposição enormes de cooperar, de acertar, de buscar soluções reais. Pela primeira vez meu coração se alegrou com alguém dizendo que ele tinha sim, pelo laudo da psiquiatra a respeito de toda a problemática dele, o direito de fazer prova em horário diferenciado. Isso era uma coisa que eu sempre pleiteei na escola anterior e nunca, nunquinha foi atendido; apenas me diziam o quanto meu filho era preguiçoso e genioso e que tinha que fazer a prova na hora que eles queriam e pronto.
Ele ontem estava agitadíssimo na escola, teve um surto e acabou se machucando, como muitas outras vezes aqui em casa ou em qq lugar no qual ele surte... Primeiro ligaram avisando o ocorrido (atitude absolutamente maravilhosa - jamais tiveram tamanha consideração conosco) e logo após, pediram que fosse pegá-lo pq estava perto da hora da saída e ele estava agitado demais.
A respeito disto, tenho um adendo: desde que o Pedro foi expulso da primeira escola que eu vivo com o coração na boca cada vez que o celular toca. Na escola anterior, ligavam dia sim, outro tmbém, fazendo queixas dele (até o fato dele reclamar que estava com fome - efeito colateral da Risperidona e do Depakote - ligavam). Ontem quando o celular tocou e eu vi o nome do colégio no celular, me arrepiei da cabeça aos pés :"O que foi que ele fez desta vez?". E mais uma vez, eu estava certa... Lá fui eu, correndo buscá-lo, apesar de já estar vestida e pronta pra começar minha aula de ballet (momento mágico da semana pra mim). Hoje passei a tarde contando os minutos, de olho no celular e rezando que ele não tocasse. Na boa, fiquei com uma certa paranóia sim; ele toca, eu pulo assustada. Chego a ficar com muita taquicardia quando o escuto tocando...
Mas enfim, hoje ele chegou da escola muitíssimo bem, tranquilíssimo. Contou da conversa que a diretora e a coordenadora tiveram com ele e que entendeu tudo que lhe foi passado. Creio que finalmente a ficha vai começar a cair, ele já começou a perceber a grande variedade de coisas boas que aconteceram com ele nesta nova escola e que isso só fará bem, basta ele se esforçar também, pois nada adianta todos fazermos nosso esforços se ele não fizer a parte que lhe cabe.


Sis, acho que agora ele está se sentindo INCLUÍDO em todo o processo que envolve as crises, a as consequencias que elas acarretarão, não?
ResponderExcluirOu pelo menos, sacou que estão todos ligados e preocupados com ele, deve estar se sentindo muito imporante e querido, na nova escola!
Beijos e que seja uma nova 'season' para vocês