Ontem, conforme dito no post anterior, o Pedro voltou super bem da escola. Jantou direitinho (nem reclamos do brócolis e da couve-flor - até comeu muito bem) e fomos até o Walmart (eu, ele e Silvinha) para comprar algumas coisas que precisávamos aqui em casa e um presente prum amiguinho da Silvinha que faz aniversário na segunda (haverá uma festinha na escola). O Carlos foi direto do trabalho pra lá nos encontrar.
Tudo corria muito bem, quando ele (o Pedro) se deparou com um conjunto de bonequinhos do filme "Força G". Nem era caro, 39 reais, mas eu não ia comprar nada para ele sem motivo algum; aqui em casa sempre deixamos muito claro que presente só em ocasiões especiais, assim valorizam as coisas e não as tornam descartáveis. Ele, por ter se comportado apenas ontem na escola, veio cheio de razão achando que merecia ganhar o troço; eu ponderava que se comportar bem, era sempre e não um dia. E assim foi, ele choramingando, eu e o pai negando e explicando o porquê.
Pois bem, na hora de pagarmos, lá veio ele com a tal cartela e tascou em cima da esteira da caixa registradora. Eu tirei, ele colocou de novo, eu tirei e fomos assim sucessivamente até que ele começou a gritar, chutar, urrar, o de sempre. Há algum tempo que ele não surtava em público e o Carlos tentou segurá-lo, o que fez piorar e muito a situação. Eu, percebendo que as coisas estavam a ponto de saírem totalmente do controle, pq ele já ia correr pra esteira rolante que desce pro estacionamento e que certamente iria se machucar, pedi a Deus que me iluminasse, respirei fundo e peguei o Pedro para levá-lo pro banheiro (que fica do lado oposto da sa[ida, e tentar acalmá-lo. Ele foi se debatendo, esperneando e gritando. Eu, milagrosamente (pq só um milagre explica meu comportamento tão equilibrado), fui levando-o e falçando com ele cada vez mais baixinho.
Já no banheiro, tentei contê-lo abraçando-o por trás e sussurando palavras para acalmá-lo. Não surtiu efeito, ele ficava cada vez mais agressivo. Então o deitei no chão virado de frente pra mim, sentei na barriga dele para contê-lo, segurei os dois pulsos e só falava "OLha pra mamãe, calma, olha nos meus olhos, filho" e isso bem baixinho. Não sei quanto tempo demorou, sei que muita gente entrou e saiu do banheiro para ver a cena (se não me engano, teve uma hora que até um cara entrou lá), sei que a fisionomia dele foi se desanuviando e quando eu estava prestes a pegar o celular e ligar 199 para pedir ajuda (sinceramente, tive a impressão que só com uma injeção daquelas "sossega-leão" ele se acalmaria)m eu comecei a chorar e parece que neste exato momento ele saiu do transe - sim, ele surtado parece que está em transe. Daí eu falei:"Eu vou sair de cima de você, nós vamos ali na pia lavar nossos rostos e voltar calmamente pro mercado, entendeu? Dá um beijo na mamãe." Eu saí, ele me deu a mão e levantou, lavamos nossos rostos já previamente lavados de lágrimas e saímos. Lá fora endontro com a responsável pela faxina do banheiro. A moça veio perguntar se eu queria água e me parabenizou pela maneira serena com que conduzi a coisa. Eu bebi a água e fomos pro carro. Ele era outra criança, parecia que nada havia ocorrido. Chorei o trajeto todo de volta pra casa e ele só perguntou:"Pq vc está triste, mamãe?" ... Arrebentei o joelho direito no embate do banheiro, mas o que foi pior foi o quanto minha alma doía. Ao mesmo tempo que fiquei satisfeita por ter conseguido lidar com a situação muito bem, sem gritos nem agressõs físicas, me sentia acabada, como se houvesse apanhado muito.
Cheguei em casa, tomei um banho e fui dormir. Acordei às 3 e meia da manhã com uma enxaqueca absurda e passei o resto da noite vomitando muito. Consegui cochilar das 8 às 10, quando algum remédio para a dor ficou no meu estômago e passei o dia com dor no corpo inteiro. Acho que até agora este foi um dos piores embates, foi em público, ele fica com uma força 10 vezes maior, e eu saí muito machucada.
Putz, nem sei o que dizer...
ResponderExcluirJuro.
Força e muita luz para você, amiga!!!
Te amo muito, MUITO mesmo!
Beijos no coração