Como dizia minha mãe, nada como um dia após ao outro com uma noite de sono no meio. Teoricamente isto serviria para acalmar e mostrar que o tempo é o dono de tudo e que ele cura feridas e dores.
Mas no meu caso, a noite do meio foi tensa, dura e longa demais.
Fizemos uma curta viagem a São Paulo, as férias dos sonhos dos meus filhos, que sabendo que a grana é curta para irmos à Meca dos Baixinhos, a Disney, se contentaram em se acabar no Mundo da Xuxa e nas atrações que esta cidade tão encantadora oferece (me desculpem os que pensam ao contrário, mas eu realmente AMO São Paulo). Os dois primeiros dias foram absurdamente calmos, esquisitamente calmos para ser mais específicas. Meu filho parecia outra criança, o Mr.Hyde havia sumido há tempos e só o Dr. Jeckyl conviveu conosco. Eu estava feliz como nunca. Eles estavam curtindo tudo, até o frio tão diferente do nosso, fazendo-os usar luvas, gorros e cachecóis.
Mas eis que resolvi levá-los ao Museu da Língua Portuguesa e começou o inferno. A princípio o Pedro adorou tudo, se deliciou com as mil possibilidades de leitura que se desmembravam à sua frente. Mas começou a ficar cansado e a gritar que estava com sono e a voz foi aumentando de volume a tal ponto que me deu vontade de ficar invisível de tanta vergonha que senti.
Felizmente ele se acalmou e rumamos à Liberdade, onde tudo correu bem. O único porém foi na hora do almoço, num restaurante típico, onde sentamos em tatames. Após uma hora de considerado controle sobre ele, a criança começou a rodar pelo restaurante e a se esfregar pelo chão. Como gosta de se esfregar no chão! E como me irrita profundamente este comportamento!
Ao chegar ao hotel à noite, estava excitado demais para conseguir dormir e começou o escândalo, com direito a gritos grunhidos e promessas de que iria se jogar pela janela durante a noite (estamos no terceiro andar). Como SEMPRE acontece após os surtos, a adrenalina baixa e ele apaga. A mim só restou pânico, desespero e um temor imenso de que não fosse apenas uma ameaça retórica. Juntei a caminha da Silvinha com a dele, coloquei-a para dormir com o pai, e passei a noite de vigília, dormindo de mãos dadas com ele, alerta a qq movimento dele na cama. Demorou, mas descobri que o Mr. Hyde veio conosco a São Paulo...

Ai, amiga, que barra...
ResponderExcluirBeijos e abraços apertados,
Chris