Nunca vi nada tão certo quando isso! Ao rever a trajetória do Pedro e as reações dele após os surtos, tenho a certeza de que duas pessoas coabitam dentro dele. Conforme o angustiante tópico anterior, nunca vi tamanha discrepância de comportamentos, tamanha disparidade em um só ser. E o que me assusta, apavora e desespera é que o ser em questão tem apenas 6 anos de idade e que é meu próprio filho.
Ontem à tarde fomos passear pela 25 de Março em SP e mais uma vez, novo surto. Gritos, impropérios (todos eles dirigidos a mim - diga-se de passagem) e muita raiva de nem sei o quê. Ele gritava, babava e chorava dizendo que me queria ver morta, que só ficaria feliz no dia que eu morresse e que me odiava mais que tudo nesta vida. Minutos depois, me abraçou pedindo desculpas e dizendo que me amava e que quando brigávamos era como se o mundo dele acabasse.
E haja coração, aos 43 anos quase, para aguentar tudo isso... Uma hora minha máquina vai pifar...

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