terça-feira, 18 de junho de 2013

Orgulho Autista?

Bom, hoje nas redes sociais, além do quebra-quebra generalizado que vândalos disfarçados de manifestantes promoveram nas capitais, falou-se (pouco) do "Dia do Orgulho Autista". Não é uma questão de ter vergonha de uma condição não-escolhida pelos portadores do autismo. mas tampouco nao é um fator a se ter orgulho. Por acaso existe "Dia do Orgulho Diabético"? "Dia do Orgulho hemofílico"? Igualmente são manifestações de saúde que não tem cura e com as quais as pessoas tem que aprender a conviver.
Não me manifestei a respeito disso na minha página de rede social. Atualmente ando num momento meio chatinho em relação à rede. Gosto, mas acho massante ficar lendo a mesma coisa o tempo todo. Não quero também ficar presa eternamente àquilo, como se minha vida só fosse aquilo. Sim, existe uma vida off-internet. Adoro meus amigos cibernéticos, me divirto, mas ultimamente estou usando como fuga. A vida aqui fora se tornou tão mecânica e sem graça que comecei a jogar minhas tristezas na rede, querendo fugir, querendo esquecer. Mas nao é assim que a banda toca. Preciso crescer, olhar de frente o problema e enfrentar. Afinal fui eu mesma que sempre preguei a máxima de que "fingir que uma coisa não existe não vai fazê-la sumir".
Meu filho está sem aulas, sem previsão de volta. Não fui ao neuro que marquei pq tive péssimas referências a ele. E, merda por meda, melhor buscar outro do que perder nosso tempo. Amanhã reiniciarei minha busca a outro profissional, que atenda pelo plano. E tb continuarei atrás de onde tratá-lo com fono e psicopedagoga. Tô tããããããããããão cansada. Só queria uma injeção de ânimo, umazinha só. Uma pequena fagulha de esperança no meu horizonte triste. E já estamos quase no fim de Junho e o ano chegando à sua metade.
Enfim, me perdi, né? Tô escrevendo, divagando, divagando... Parecendo bêbado que fala sem dizer nada. Juro que não bebi nenhuma gota de álcool, estou trabalhada na cafeína apenas. Mas o que eu queria mesmo dizer que meu orgulho é do meu filho autista. Ele resiste desde janeiro sem nenhuma terapia, com uma mãe doida varrida, um pai totalmente perdido e uma familia beirando um ataque de nervos. ELE é de se sentir orgulho. Está tentando, está seguindo. Não é à toa que na hora que ele nasceu tocava "I Will Survive" no centro cirurgico da Perinatal. Sim, ele sobreviverá!

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