terça-feira, 18 de setembro de 2012

Atualizações

Então.... Vamos às últimas notícias e minhas impressões sobre elas. Pedro está em processo de mudança de psicóloga. Após 4 anos com a mesma e com este diagnóstico de autismo cada dia mais preciso, ela chegou à conclusão de que não estava mais ajudando o Pedro e nos pediu para continuarmos o tratamento com outro profissional. Eu, por minha vez, encontrei uma clínica que atende pelo plano de saúde e que tem psicóloga, fono e terapeuta ocupacional, todas trabalhando juntas. Pedrinho já começou lá.
O mediador tem sido uma ótima escolha para nossa batalha diária contra a escola. Tem segurado a barra do Pedro e sabe lidar bem com ele tanto no ambiente escolar, quanto fora dele. As pessoas insuportáveis de lá parecem ter mais receptividade a ele do que à mediadora anterior - não sei pq a maluca da coordenadora cria guerras próprias com as pessoas e daí é um passo pra tolerância ao meu filho ficar cada dia menor...
Sábado passado tivemos uma feira do conhecimento na escola e minha primeira intenção era não ir. Mas decidi que meu filho merecia sim a presença da mãe dele lá, no covil das cobras venenosíssimas. A professora dele tb merecia minha presença, ela nada tem a ver com aquele antro de maldades. Fui e fui no salto (literalmente), cumprimentei a coordenadora e a diretora educadamente, mas tb não fiquei de tititi nem de gracinha com elas. Um "oi, como vai?" foi mais que suficiente.
Nos indicaram uma escola, chamada Esil, na Penha. Fomos lá, adoramos o programa REAL de inclusão deles. Os preços estão dentro das nossas condições financeiras tb. O que está "pegando" é que fica longe da nossa casa. Fica longe de ônibus e não sei se algum transporte escola atenda daqui até lá. Mas se tiver que ser, este será o menos de nossos problemas.
Andei doente, com faringo-conjuntivite. Havia um acúmulo de mau-estar em mim e culminou com a manifestação física. Na verdade tudo vinha me incomodando, um stress absurdo à minha volta. Esta situação com a escola está cada dia mais insuportável. Mal vejo a hora deste ano letivo terminar e ver meu filho longe de lá. E eu achava que 2011 tinha sido ruim...

Achei que meus cílios haviam desaparecido, de tão inchadas que as pálpebras ficaram

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Tirando um Peso dos Ombros

Vou começar transcrevendo o que postei no FB:
" Estou me sentindo liberta! O Leandro está com pneumonia e de cama. Mas o Pedro tinha que ir à aula de qq maneira ; liguei pra escola e passaram a ligação pra diretora, Falei com ela com a maior calma e educação. Ela disse, OK, mande ele e qq coisa a gente pede pra tia da van vir buscar. Ótimo. E ela disse que pediria pra piranha da coordenadora me ligar. Ah, não prestou, cuspi TODOS os marmbondos que me entalavam! Disse que eu não queria ter, o mínimo que fosse, contato com a coordenadora, que não queria ouvir o nome dela, que não queria escutar a voz dela, NADA.Se ela, Raquel (diretora) ou qq outra pessoa precisasse falar comigo, ótimo, estaria aberta a falar, mas não queria nenhuma forma de contato com a Mariana. Não queria ela me ligando depois de ter ficado acordado que seria pro Carlos que ligariam, que parecia provocação para me estressar e depois dizer que eu era grossa e mal-educada; nossa, parece que tirei 100 kg da cabeça!
Agora não tem mais falsidade, ela que ache que sou doida de vez e que lembre que cm doido a gente não mexe!"

Então é isso. Chega de falsas palavras, de maismais, de fingimento. Não preciso mais ser educada com esta coordenadora dos infernos. Ela, por sua vez, precisava saber o quanto eu a odeio, o quanto a quero distante, o quanto quero que este ano acabe para eu jamais ter que vê-la novamente. Nossa, me deu uma aliviada na alma quando desliguei o telefone. Me deu uma leveza imensa! Esta história estava atravessada em mim, estava me envenenando. Esperava que o carlos resolvesse, já que ele era a ligação oficial com a escola. Mas, infelizmente, dia após dia estamos cada vez mais distantes, mais incomunicáveis entre nós mesmos. Dia após dia ele vem se mostrando mais e mais incapaz de lidar com o problema, cada vez mais ligando pouquissimo ou nada pro filho, pro problema, pras angústias que me rodeiam. Espero demais ele tomar uma atitude e cada vez o vejo mais impassivo diante de tudo isso. Sinceramente não sei se é isso que quero pra mim, se é o que eu e Pedro precisamos.


domingo, 26 de agosto de 2012

Chega de Preconceito!

Ontem foi um dia de BASTA pra mim. Tô já de saco muito cheio da escola, da família, de muita gente de fora tb, ignorante e desinformada que têm idéias pré-concebidas e julgamentos arcaicos. Tô da saco cheio de todo mundo achando que exponho meu filho ao falar abertamente da doença dele. Falar tem sempre um parente falando, dar palpite, tem sempre um palpitando. Mas, pergunto eu; TIRANDO RARÍSSIMAS PESSOAS, alguém alguma vez já se ofereceu pra pagar uma caixinha de remédio dele? Algúem já se ofereceu pra ir à uma consulta com a psiquiatra dele e tentar entender tudo o que criticam sem saber? Alguém já esteve na minha pele (e na da Silvinha e na do Carlos) para entender como se aprende a conviver com uma criança especial, como nossa vida realmente é aqui em casa? Falar, criticar, dizer que a gente "dopa" o Pedro, que ele precisa ficar sem medicação, é fácil, muito fácil (e,creiam vocês, já escutamos isto muitas e muitas vezes) .Tentar respeitar, fica difícil demais. Há todo um aparato cercando ele, a nossa aceitação, a nossa "exposição" como muitos dizem, é tratá-lo como uma criança que sim, tem uma doença e que sim, precisa é de ajuda e não de véus de mentira, fingimento e omissão à sua volta. Nosso filho trata-se com psicóloga, psiquiatra, fono, psico-pedagoga, terapeuta ocupacional. Isso sem falar em nossa família que tb está em tratamento com uma terapeuta de família. E eu pergunto: esta pessoa que critica, que fala, que nos aponta o dedo, tem noção do tamanho do aparato armado para dar suporte ao nosso filho? NÃO. Primeiro pq não se interessa a este ponto, segundo pq prefere ficar enraizada em suas idéias feias e arraigadas do que perceber que, no século XXI, vergonha a gente tem é de ter preconceito.
E, por causa disto, fiz uma tatuagem, no pulso direito (pra jamais ficar coberta pelo relógio), com a fitinha símbolo d autismo; um sinal de que estou abraçando de corpo e alma a causa. E, tb em protesto às mesmas pessoas que mencionei anteriormente, preconceituosas, arcaicas e de mente pequena, tatuei as sapatilhas de ballet na perna. Assim como tenho o direito de mostrar ao mundo que meu filho não me dá vergonha e luto por ele, tb tenho o direito de amar a dança e tb lutar pelo que gosto.
Afinal de contas, o filho é meu, o corpo é meu. E, sinceramente, se não podem entender e nem tampouco respeitar, dane-se!




sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Confusa, confusa

Ando cheia de dúvidas, de medos, de pés atrás... Apesar de, inicalmente, a entrada do mediador ter sido uma coisa boa, ultimamente o stress em relação à escola está no nível mil, dois mil, um milhão. Os danos psicológicos que este povo me causou foram imensos... O curso fica na mesma calçada da escola; eu atravesso a rua pra não passar lá na frente quando vou trabalhar. E tem mais: o celular toca, eu pulo. Noutro dia o celular tocou e era da escola da Silvinha; eu li o nome no visor, mas tomei um pânico tão grande que meu cérebro processou q outra escola e eu entrei em pânico. Só me tranquilizei quando atendi e escutei a voz da professora da Silvinha.
Aliás, preciso pontuar que, para ninguém achar que sou uma pessoa sem razão de nada e com medo de qq relacionamento com qq escola, EU marquei com a professora da Silvinha pra conversar com ela, EU fui á escola hoje saber como a Silvinha estava, preocupada com o rendimento dela. Meu relacionamento com a escola da Silvinha é o melhor possível. A professora dela vai se casar e me ofereci a presenteá-la com meus bem-casados. Isso é só para exemplificar que não sou (e quem me conhece sabe) intransigente ou doida.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Os Vingadores - A Festa

Sábado passado foi a festa de 8 anos do Pedroca. Nos últimos dois anos fizemos uma festa só pra ele e pra Silvinha. Este ano resolvemos separar para manter a individualidade de ambos.
Nossa, como ele estava feliz!!!!! Como ficou contente vendo os amiguinhos da escola chegando para prestigiá-lo!!!! Como abraçou e beijos os convidados!
Ver aqueles olhinhos brilhando de felicidade, ver aquele sorriso imenso estampado naquele rosto foi simplesmente emocionante!!!
O ápice da festa foi quando chegaram o Thor e o Capitão América! Nossa, nossa! Ele ficou em êxtase vendo seus grandes heróis entrando na festa! E realmente acreditou que eram os próprios lá, que eles deixaram por algumas horas de defender o mundo para estar com ele; chorei ao vê-los entrar vendo o brilho nos olhos do meu filho...
Nesta hora, a gente vê que qq sacrificio valeu a pena, que as horas gastas fazendo doces e doces para enfeitar a mesa de guloseimas são nada e que o dinheiro gasto são bem pouco comparados à felicidade proporcionada a este menininho tão especial pra nós.

Tempo de Mudança (Novamente)

Mais uma vez mudamos. Mais uma vez o coração e a alma se enchem de esperança de que agora será melhor, de que agora as coisas realmente melhorarão, de que agora acertamos finalmente.
Ontem um novo mediador começou com meu filho na escola. A princípio trata-se de uma pessoa extremamente carinhosa e capaz. Talvez esta mudança para um homem tenha sido o clique para destravar um processo de estabilização na escola. O universo escolar do meu filho é predominantemente feminino. Exceto pelo inspetor e o professor de educação física, só há mulheres ao redor dele na escola; ele não está acostumado a lidar com homens no dia a dia e isso poderá ser um grande ponto positivo.
Semana passada trocamos de terapeuta e foi um alívio conhecer uma pessoa com a qual senti empatia instantânea, alguém que não veio me acusando de cara, que não me fez sentir acuada. Me senti acolhida. E hoje a antiga terapeuta me ligou (eu estava à espera da ligação dela, pois meu celular "morreu" e o telefone dela estava gravado no aparelho e não no cartão da Nextel) e eu comuniquei que trocaria, devido à imcompatibilidade de horário. Ela foi mega grosseira, ficou puta da vida e me disse que eu aceitei o horário do CNA e em nenhum momento pensei nela... Disse tchau, enquanto eu ainda estava falando e desligou na minha cara! Quer saber? Foda-se ela!
E lá vamos nós, rumo a mais um período de calmaria aparente. Isso é o bom Dele: nos dá a chance de renovarmos nossas esperanças quando as coisas ficam muito ruins.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

8 Anos

Há 8 anos eu acordei, gravidíssima, fui com meu marido pra ficar na casa do meu irmão que era perto do trabalho dele. No final da gravidez era assim todo dia: para não ficar sozinha em casa, eu ficava lá caso nosso filho resolvesse nascer dia de semana. Era uma terça feira e estava um dia lindo, meio frio e ensolarado, exatamente como hoje. Meu marido comentou que a gente poderia parar na praia e fazer umas fotos da barriga. Mas estávamos atrasados e resolvemos que no dia seguinte tiraríamos as fotos.
No dia seguinte, à quela mesma hora, minha "barriga" já estava em meus braços, com os olhos mais melosos do mundo me olhando. Na noitinha anterior ele veio ao mundo, exatamente às 18:21. Escolheu o dia que queria nascer; escolheu que de tantos em tantos anos seu aniversário seria comemorado no dia dos pais. Escolheu uma mulher que NUNCA havia cuidado de uma criança para ser sua mãe. Menininho corajoso, né?
Hoje, 8 anos depois e muita coisa vivida, pouco mais sei do que sabia naquela sala de parto quando ele chegou. Aprendi MUITO com este menininho, sofri muito com ele, por ele, sem ele e por causa dele. Acho que acertei em muitas coisas, mas tambem errei em muitas outras mais. Não tenho certeza de nada, vivo tentando acertar.
A única certeza que tenho é que quando vi aquele bebê tão pequeno, tão indefeso e o beijei pela primeira vez, soube que ele seria o homem da minha vida, o homem que chegava para me mostrar o que era um verdadeiro amor. Para me mostar que todas as formas de amar que eu até então conhecia, se tornariam pequenas em comparação àquela que eu ia começar a aprender naquele instante.
Meu Pedro Henrique, te amo muito. Seja muito feliz e vamos que vamos pq se Ele me mandou você, mesmo sabendo que meu curriculum não era dos melhores, Ele devia saber o que estava fazendo, né?