sexta-feira, 14 de junho de 2013

Na Luta...

Então... Como postei muito recentemente, nada de novo. Me irrita esta sensação de pasmaceira total, de latência de vida à espera dos outros pra gente seguir adiante. Me irrita depender de soluções alheias para MINHA vida seguir. Não gosto de depender. Não gosto mesmo de me sentir refém.
Seguindo conselhos de uma grande amiga, resolvi denunciar a escola à ouvidoria da prefeitura. Cansei de esperar que eles arrumem uma professora pro meu filho. Pra classe especial de TGD. Sei que tem de ser alguém com aptidão especial, não qq professor. Mas sei, acima de tudo, que meu filho e as outras crianças da turma de TGD não podem ficar em casa sem aula, sem o apoio que a escola dá a eles.
Cobrei uma posição e uma solução rápida. Me dói demais o coração ver meu filho perambulando pela casa sem rumo, buscando o que fazer, tarde após tarde. Me dói vê-lo com os olhinhos tristes ver a irmã seguir pra escola e me cobrando o porquê dele, mais uma vez, estar sem aulas. Não é justo com ele, não mesmo. Quando eu achava que estava tudo OK e esta parte estava mais que resolvida em nossas vidas, vem esta bomba cair em nosso colo. E de novo, voltamos à estaca zero...
Mas eu cansei de tomar na cabeça. Agora eu vou gritar, vou brigar e vou lutar. Não é possível que tanto esforço pra conseguir esta turma especial tenha sido em vão...

terça-feira, 11 de junho de 2013

Nada de Novo no Horizonte

Estamos na fase do NADA: a escola não tem NADA pra nos dar em troca da professora que saiu. Nadica de nada: ninguém pro lugar dela e enquanto isso, Pedro em casa zanzando o dia todo sem nada pra fazer.
Ontem saiu o resultado da ressonância: NADA. Tá, eu suspeitava que este seria o resultado e a psiquiatra dele, idem, tanto que na época que o médico-maluco passou o exame, ela disse que não era necessário.
Eu sabia que nada acusaria pq o problema dele é psiquiátrico e não físico. Maaaaaaas, por desencargo de consciência, fiz a maldita ressonância.
Levarei ao neuro que me dirá que ele terá que se tratar com um psiquiatra, coisa que estamos fazendo há anos. Perda de tempo pra mim e pro Pedro...Maaaaaaaaaaaaas, vamos que vamos pq é pelo plano, é de graça e espero, sinceramente que não seja o lixo que foi aquele outro, do qual tomei até trauma e espero, de coração, NUNCA mais ver.
Daí volta todo o questionamento dos outros sobre a medicação dele. Gente, tô cansada demais disso. Médicos de outras especialidades dando pitaco, se metendo, querendo saber mais do que a médica que o acompanha há anos. Gente que não convive com meu filho e que quer bancar o bambambam. Me irrita e ao mesmo tempo me entristece... O padrinho e tio do meu filho é médico, é próximo e JAMAIS se meteu, minha cunhada é médica, é proxima e tb JAMAIS se meteu. São pessoas centradas e que nunca falaram um A sequer em relação à medicação dele, pois suas especialidades são outras, não são psiquiatras. Tô MUITO chateada com esta intromissão com esta invasão do nosso espaço, da nossa vida. A pessoa acha que, por ter um diploma de medicina pode tudo... É como se eu fosse fazer um parto com um dermatologista, um oftalmo. Ué, não são médicos tb? mas todo mundo sabe que não dá. Então, cada um no seu quadrado, ok?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Saudosismo

Tem horas que eu choro... Sinto muita saudade de pessoas, de momentos, de anos que se foram. E esta saudade dói, dói demais. Querendo reencontrar pessoas, querendo reviver momentos que a vida levou... Muitas vezes querendo uma outra vida... Não tem como dar nome aos bois, mas precisava desabafar. PQ senão a gente explode... E eu preciso seguir pelo caminho que escolhi...
http://www.youtube.com/watch?v=3eT464L1YRA

http://www.youtube.com/watch?v=NGFToiLtXro




quinta-feira, 6 de junho de 2013

Meus filhos estão crescendo...

Na terça passada Pedrinho fez uma ressonância magnética do cérebro. Em novembro, quando fomos a um neuro que detestei, ele havia passado o exame. Na época achei desnecessário. Mas recentemente uma amiga, em processo de investigação do que o filho tem, fez uma ressonância e os resultados estão ajudando o tratamento. Então achei que precisava fazer o exame.
Me senti uma culpa do tamanho do mundo por não poder ir com ele... Tinha que ficar com a Silvinha aqui e não dava pra levá-la pq não daria tempo de voltar pra ela ir à escola. Me senti a pior mãe do mundo não estar com ele num momento tão importante da vida dele. Mas o pai e a vó ficaram com ele até ele "apagar" com a anestesia. E eu fiquei aqui angustiada... Mas correu tudo bem. Agora é esperar o resultado...
Daí ele tinha natação na quarta (ontem) e ficou lá direto com os avós. E quando eu achei que ontem ele voltaria com o pai, ele não veio, preferiu ficar na casa dos avós. Até entendo que ele goste de lá, tem parquinho, tem a praia, tem uma piscina enorme e o avô fica à disposição só dele. Mas eu fico com saudades...
E ontem também, uma amiga perguntou se poderia levar a Silvinha pra uma festa com o netinho dela e foram. Minha filha saiu às 20h e voltou às 23:30. rsrsrsrs Toooooda metida, toda trabalhada no brilho e no gloss... Voltou feliz da vida!
Meus pequenos estão crescendo... Não sei se comemoro pela independência ou se fico triste pq estão indo pra longe de mim...
Cadê meus bebezinhos que estavam aqui?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Voltamos à Estaca Zero...

Então... Semana passada na terça feira foi meu dia de levar o Pedro à escola. A professora veio, simpática, como sempre falar comigo e tal. Avisei que nesta segunda ele iria participar da festa da irmã na escola e não poderia ir à aula. Beleza.
Na quarta ele foi com a avó. Pra nossa surpresa (imagino que dela maior ainda recebeu a notícia de primeira mão), a diretora comunicou que a Fernanda estava se afastando da escola por tempo indeterminado. NADA fez com que a Fernanda dissesse o que houve com ela, apenas alegou motivos pessoais. Ou seja: Pedro sem aulas logo agora que estava tomando gosto pela escola, entendendo as coisas. Uma chacoalhada bruta na rotina dele.
Tô começando a pensar que não tem mesmo lugar pra ele neste mundo. Nao é possível que as coisas sempre dão errado, mesmo quando parecem estar dando certo. Quando achei que havia finalmente encontrado a escola certa, acontece isso. E hoje liguei pra lá e a diretora disse que não há ninguém em vista até agora pra substituí-la. Até lá, Pedro ficara em casa.
TÔ desanimada...

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Reflexões...

Bom, andei refletindo sobre muitas coisas que andam me acontecendo. Muitas vezes na correria diária a gente não consegue parar e organizar as coisas dentro de nós mesmos. Vamos empurrando com a barriga nosso viver e vivemos por viver apenas num dormir e acordar eternos sem razão de ser.
De repente surge a necessidade daquela freada monumental, tipo aquelas que motoristas de ônibus lotados gostam de dar e que eu sempre acho que é pra reorganizar o povo que se aperta lá dentro na hora do rush. Estava na hora de eu dar a minha freada interna, chacoalhar a alma, acordar os sentidos. Enfim, voltar a querer viver. A depressão estava ali, batendo à minha porta, fazendo cócegas nos meus pé e murmurando seu lamento triste aos meus ouvidos. Era quase como uma sereia me seduzindo para cair em sua esparrela. Confesso que cheguei a iniciar o caminho desta sedução perigosa. Fui num crescente de engordar e engordar e engordar. Não pq eu tinha fome, mas pq eu tinha tristeza. Quando cheguei ao ponto de passar um dia inteirinho só comendo chocolate, aí sim o torpor foi se acabando.
Abri meus olhos e percebi que estava na hora da minha virada. Ao invés de me lamentar pq eu não poderia mais fazer aulas de dança nos mesmíssimos horários que vinha fazendo ha dois anos, resolvi olhar pra outro lado e entendi que eu poderia buscar esta satisfação com outras atividades físicas. Não vou jamais deixar de AMAR o ballet pq só uma vez na semana tenho aula. A emoção que toma conta de mim quando vem o primeiro pliè é indescritível, uma faísca me percorre a espinha e mareja meus olhos. Isso será imutável. O maravilhoso som das minhas chapinhas no sapateado é como música pra minha alma e melodia pro coração... Aprendi que ao invés de me lamentar pq não posso fazer duas vezes na semana, tenho é que agradecer pelo único dia que me restou e fazer dele o mais intenso que puder.
Mergulhei de novo da reeducação alimentar. Não pq quero ter medidas perfeitas e ser um modelo de beleza e eterna juventude. Mas quero SIM ser uma pessoa saudável de novo; meus filhos são pequenos, preciso estar com eles o máximo de anos que puder e pra isso, preciso de saúde. Iniciei um programa de musculação, coisa que eu abominava, mas que se tornou uma agradável maneira de ajudar na saúde. Iniciei tb aulas de aerodance, uma maneira divertidíssima de me movimentar sem a preocupação técnica das danças tradicionais tão amadas por mim.
Estou cada dia mais empurrando esta sereia da depressão pra longe até não avista-la nem ouvi-la nunca mais!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Atualizando

Mais uma vez não sei se a falta de atualização constante aqui é pra ser comemorada como falta de coisas ruins ou pra ser temida como prenúncio de que à toda tempestade precede a calmaria.
O fato é que bem pouco tem havido em relação ao desenvolvimento do Pedro. Em Abril estivemos na médica e ela mudou a medicação dele de novo. Tirou o Depakote ER de 500 e substituiu por 1/2 Aristab de manhã e 1/2 à noite. Os primeiros dias foram punk, pauleira pura. Assim que tomava o remédio o garoto ligava no 220 da tomada e ficava quase que incontrolável. Logo após a agitação sem tamanho, caía em sono profundo como se nocauteado.
Teve dois surtos, um no dia 30/04 e outro dia 02/05. Gritava, se batia, babava, aquilo de sempre que era antigamente. Nem sei se me assustei demais e resolvi não postar sobre isso ou minha autocensura resolveu deletar. Atualmente parece que as coisas entraram no eixo da normalidade e o organismo dele já se habituou ao medicamento.
Iniciou aulas de natação, um grande sonho da vida dele. Com isso passa dois dias da semana indo cedo pra casa dos avós pra fazer aula e indo pra escola com eles. Tirei um pouco do peso de sobre meus ombros e aprendi um pouco a delegar as coisas, tentando deixar de abraçar o mundo com as pernas.
Ontem na escola encontrei com o pessoal do helena Antipoff que estava lá justamente fazendo a análise dos alunos da sala de TGD e ficaram bastante satisfeitos com os progressos do Pedro. A professora começou a passar trabalhos de casa e, ao contr[ario do que sempre ocorreu nas outras escolas, ele está fazendo os trabalhos sozinho e todos. Pra mim foi emocionante vê-lo empenhado e gostando verdadeiramente da escola.