terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

It's just the same old story...

A mesma coisa de novo e de novo e de novo... Hoje fui com o Pedro pra escola, conforme combinado com a coordenadora. Ele teve um surto lá, tentei segurá-lo pela blusa, a blusa se rasgou nas minhas mãos. A professora ficou com cara de tacho e a coordenadora me levou pra conversar na sala dela. Simplesmente é o que vinha acontecendo nos outros dias que ele foi sozinho. A professora trocou e ele, surtou. A coordenadora, com todo cuidado do mundo, me sugeriu que ele só ficasse frequentando de manhã, na sala de recursos e que neste meio tempo eu tentasse uma vaga numa escola de educação especial propriamente dita pra ver se lá ele fica bem. Me deu o endereço e o telefone da escola, só que tô como doida tentando contato e nada.
Nossa, eu já devia estar mais que cascuda nestes assuntos, mas continuo me magoando, me entristecendo, me sentindo uma perdedora... Eu já devia ter deixado de ter esperanças de que tudo ia dar certo desta vez, deixado de sonhar com um lugar pra ele. Mas eu insisto em achar que finalmente vai dar tudo certo. E só me ferro no final.
Tô desiludida, desacreditando de tudo. Mas não vou desistir dele não. Isso, nunca!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Não existem coincidências...

Hoje vou fazer todo mundo chorar aqui! Até pq eu chorei demais ontem e não quero ficar sozinha neste barco! rsrsrs
Acabamos de voltar de uma festa de uma amiguinha da Silvinha na escola. A princípio ela iria com os avós sozinha pq às quintas temos consulta com a terapeuta de família. Mas o Pedro estava MUITO agitado e não queria me largar de jeito nenhum e eu tb estou resfriadíssima, sem voz nenhuma. Liguei pra moça e cancelamos a consulta. Fomos então os 4. Eu jamais imaginaria que passaria por emoções tão intensas lá.
Silvinha tem uma coleguinha de turma, de 10 anos, que teve paralisia quando nasceu e tem graves problemas motores e na fala, esteve entubada por muito tempo e não fala, só basicamente sussurra. Está numa cadeira de rodas pq teve que operar as duas pernas. Pedro simplesmente se apaixonou pela garota e ela, por ele. Um abraçava e beijava o outro, não se largaram a festa inteirinha. Ele passeou pra lá e pra cá com ela, teve um carinho, uma delicadeza imensos. Jogaram Wii, totó, enfim, foi simplesmente lindo. Eu chorei, me emocionei e a mãe dela, idem. Disse que nenhuma criança fica perto dela, que têm medo do excesso de carinho dela, igualzinho ao Pedro. Enfim, trocamos telefones pq meu filho conquistou hoje sua primeira amiguinha de verdade, Bárbara.

Combinamos dela vir aqui semana que vem e me emocionei mais uma vez quando a mãe dela me disse que o sonho da Bárbara era ir visitar um amiguinho, pois ninguém nunca quis convidá-la. Me emocionei pq é o sonho do meu filho tb e acontece igualzinho com ele. Estas duas crianças foram duas almas que se encontraram nesta vida. Ele disse que ela é linda demais, uma pureza imensa pra quem vê com os olhos do coração mesmo.
E, ao lembrar que nem era pra gente ir e tanta coisa aconteceu que nos fez ir, tenho a certeza mais que absoluta da existência Dele - não existem coincidências. Existe a mão Dele a nos guiar. 







quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Deus vê longe...

Hoje o Pedro surtou na escola. A coordenadora me ligou pra pedir que eu fosse buscá-lo. O carinha do transporte (tenho certeza de que ele vai rodar, não tô gostando nada dele) não me atendia e minha amiga que leva e busca a Silvinha quem acabou indo lá comigo. Ele estava mais calmo quando cheguei, mas visivelmente alterado... Minha reação foi calma, incrivelmente calma. Ou estou me acostumando com isso ou perdendo a noção das coisas de vez...
Não sei por que (aliás sei, pq Ele existe) me veio a inspiração de perguntar pra coordenadora se EU poderia ficar na escola todos os dias enquanto ele estudava. E, pra minha surpresa e felicidade, ela adorou a idéia. Graças a Deus!
Cheguei em casa, liguei pro trabalho e pedi que não me dessem turmas durante a semana, só após 20h. Mas não tem como ser assim e então ficarei só aos sábados. Claro que meu dinheiro vai cair e MUITO, mas a tranquilidade de espírito que terei acompanhando meu filho ao invés de ficar imaginando como ele está na escola. Não entendo como antes eu não havia pensado nisso... Mas creio que as outras escolas não permitiriam.
Enfim, conforme aprendi durante este tempo todo com o Pedro, Ele vê longe e sabe o que está fazendo. Se me colocou neste caminho, sabe o que está fazendo. Vou deixá-Lo então, me conduzir.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Never say Never...

Eu nunca mais vou dizer nunca. Achei que a escola anterior seria pra sempre e que nunca mais teria uma primeira vez numa outra escola. mas teve e desta vez foi bacana...
Ontem o Pedro teve o primeiro dia de aula numa escola municipal. Confesso que me doeu vesti-lo com o uniforme da escola pública. Mas doeu e parou muito rápido, pq quando cheguei lá vi que criança é criança em qq lugar e que não importa o que vestem, são anjos de Deus.
A coordenadora havia me pedido pra ficar lá à espera dele neste primeiro dia e a primeira semana será de adaptação, 2h apenas. Enquanto lá, produzi algumas linhas refletindo meus sentimentos. Aqui estão elas.
"Primeiro dia de aula... Tô aqui na escola esperando enquanto meu filho está lá na aula. Meu coração encontra-se em minhas mãos. Ele bate descompassado de agonia. Agonia menor que qualquer outro primeiro dia, pq pela primeira vez me foi dada a oportunidade de acompanhá-lo neste primeiro dia. Se eu estou nervosa, imagine ele!
Mas, tirando um certo medo inicial quando ele me agarrou pela cintura (e eu juro que achei que estava tudo a perder naquele momento), ficou tudo bem. Ele entrou na boa.
Agora acabou de sair correndo aqui pra fora, quase fugiu para rua e eu achando que ficaria tudo OK, que ele ficaria quieto em sala... Será que vai começar tudo de novo? A professora já disse que quer dar uma palavrinha comigo quando ele sair.
O coração, que batia nas minhas mãos, veio rapidamente parar na minha boca. E lá vamos nós de novo com a mesma novela..."
E a profª veio falar comigo e não era nada demais. Mas eu SEMPRE vou ficar desesperada, SEMPRE na defensiva...Ele ficou pra aula de educação física e adorou.
Hoje começou na sala de recursos pela manhã (vai fazer 4X por semana de manhã cedo). Confesso (hoje eu tô confessando tanto, gente!) que não faço a mínima idéia do que é uma sala de recursos e tampouco como isso pode ajudar meu filho. Mas se tem, ele tem direito e disseram que vai ajudá-lo, fico feliz dele estar frequentando.





quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Síndrome de Asperger, muito prazer!

Enfim, enfim, enfim... Ontem a psiquiatra bateu o martelo! Pela primeira vez, com todas as letras e certeza deu o diagnóstico sim de Síndrome de Asperger (http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sindrome-asperger-625099.shtml) associado ao TDAH e ao THB pro meu filho.
São só nomes, dirá vc caro leitor. Não, são afagos no coração, alentos na alma, sopros de vida. É uma certeza que ajuda a trilhar um caminho de equilíbrio e vida melhor pro meu Pedro. Uma luz na vida dele, no próprio tratamento psiquiátrico dele.
Enfim, diante deste diagnóstico final, posso correr em busca sim dos direitos dele. Lutar sem medo pra que ele tenha seus direitos preservados e fazê-los valer. Conforme eu disse à ela na consulta, não é exposição o que faço com meu filho. É informação pras pessoas, é integrá-las à vida dele para que aprendam a vê-lo do jeitinho que ele é, sem véus, sem meias palavras, sem enganações.
Sim, eu tenho um filho especial. Engraçado que na gravidez eu ficava preocupada demais com isso, nem dormi na véspera do exame da translucência nucal onde mostraria alguma anomalia. Pensava o tempo todo em quão fortes as mães de crianças deficientes deviam ser. Não entendia a felicidade delas em ter alguém "diferente" pra cuidar.
Daí meu filho nasceu lindo, perfeito, inteiro por fora. Aparentemente, "normal". E o tempo passou, e as diferenças começaram a aparecer. E eu entendi que elas eram por dentro, que nenhum exame as detectaria e que Deus ia me provendo, aos poucos, das ferramentas necessárias para aprender a conviver com a diferença. E a tal "força" que eu via nos outros, foi brotando em mim. Não, eu não me sinto melhor do que ninguém por causa do Pedro. Não é isso mesmo. Mas me sinto melhor do que eu mesma achei que eu seria. Meu filho fez nascer o melhor de mim; me transformou numa pessoa em que eu jamais sonharia em ser, jamais. Eu sempre fui um exemplar perfeito de filhinha do papai, mimadinha, mandona, fútil. Dificilmente a adolescente e jovem que fui se reconheceriam no que sou hoje.
Mudei por ele, pra ele e com ele. Ele chegou, mas quem nasceu, fui eu.
Obrigada, meu filho querido!

sábado, 19 de janeiro de 2013

2013 - O Ano que Promete

Enfim chegamos a 2013. E eu demorei um mês inteirinho pra atualizar isso aqui. Férias, férias, férias. das crianças, minhas e, principalmente, da minha secretária. O que significa que a parte da frase anterior "minhas" está totalmente cancelada. Crianças em casa, trabalho duplo, triplo. mas não tenho do que reclamar. Estamos nos divertindo. Já fomos ao cinema duas vezes, já fomos a festas, já fomos à piscina.
Resolvi radicalizar no reveillón e passei a virada de preto, total. Se minha mãe estivesse viva, morreria no dia 31 com minha roupa. Pra ela reveillón era sagradamente de branco, sem direito a nadica de nada de cor. mas achei que tava na hora de ser é feliz. Se preto é a cor que eu adoro vestir, pq não??? Me senti bem, me senti chique e menos gorda.
Sim, ganhei muitos quilos nos últimos meses. Resultado de muita ansiedade, de muita tensão... Uma comilança desmedida e totalmente desnecessária, mas que vem me acompanhando. Pulei dos 55 Kg pros 62... Perdi muita roupa... Enfim, mudei de novo.
Já fiz a matrícula do Pedro na escola nova e lá vamos nós, outra vez, renovando as esperanças. Ele está muito ansioso, pq por mais que eu esteja apreensiva, quem vai dar a cara pra realidade bater, no final das contas, é ele. Ele quem passou sabe-se lá o que no último ano, ele quem sofreu na pele a rejeição do povo do Criativo. Ele quem esteve dia após dia na cova dos leões.
A princpipio gostei da diretora e da coordenadora. Me pareceram pessoas boas, dispostas a ajudar meu filho ao inves de rotulá-lo. Mas se realmente será assim, só o tempo dirá. Tenho que confessar que me doeu lá dentro da alma comprar uniforme de escola pública pra ele... O lado racional sabe que era a única  alternativa, a unica solução plausível. Mas o coração dói, fica a sensação de que não lutei o suficiente, que vou largá-lo à própria sorte, que estou tirado algo dele...Estou muito apreensiva com relação a ele X escola nova...
Pretinho nada básico


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Considerações Finais de 2012

Então, estamos há menos de 2 semanas do apagar de luzes de 2012. Eu achava que 2011 tinha sido ruim, mas este ano se superou em causar dor, tristeza e angústia pra mim. No último mês, acho que Ele mandou um bálsamo e minha alma se aquietou.
O introdução de um novo medicamento pro Pedro no controle do TDAH foi essencial para a grande melhora dele. Está uma criança mais centralizada, mais equilibrada, mais concentrada. É capaz de passar horas brincando concentrado! E TEM MAIS: PASSOU DE ANO DIRETO! Não tem como não me emocionar...Depois de tudo que passou naquela maldita escola do entra e sai de mediadores, ele conseguiu fazer as provas, deu a volta por cima!
Realizei mais uma vez meu sonho da apresentação de ballet. Foi muito emocionante, pq eu achava que não iria mais dançar este ano, parei por 2 meses, tosei o cabelo e estava preparada pra abandonar minha vida de bailarina. E eis que, mais uma vez, Ele resolve me dar uma força e consigo não só retornar, mas participar junto da minha princesa de outro espetáculo.
Retomei minha vida profissional num novo local que me proporcionou conhecer pessoas muito bacanas e fazer amigos novos.
Infelizmente este ano levou duas das minhas cadelinhas e isso foi muito, muito muito doído... Encontrá-las mortas foi uma das maiores dores que já senti... Levaram com elas um pedacinho de mim...
Entre prós e contras, posso dizer que valeu a pena, pq sempre vale a pena viver!